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Artigo | Pior nesta crise

Por: LÊ NOTÍCIAS
03/04/2020 10:34 - Atualizado em 03/04/2020 10:35
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*Por Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira

Uma visão jornalística, com base nas informações que circulam, em suas entrelinhas e naquelas que não circulam, mas devem ser interpretadas a partir de constatações: Toda a celeuma em cima da retomada gradual das atividades econômicas, amplamente defendida, “de sul a norte”, está situada num único nó. Ou seja, o sistema de saúde público e privado brasileiro simplesmente não tem condição de absorver uma pandemia de demandas exacerbadas, basta ver o número reduzido de leitos de UTIs e de respiradores, a falta de determinados insumos (como testes, máscaras e vacina contra a gripe) e a montagem de hospitais de campanha em várias cidades.

É por isso que há autoridades que, mesmo cientes da necessidade de reiniciar as atividades na economia em geral, compatibilizando com a saúde, falam claramente em risco de caos, de colapso, em “estado de guerra”, especialmente diante do que se vê em vários países.

Também deve ser por isso certo enquadramento sobre o presidente da República, que mais tem ouvido seus três bambinos 01, 02 e 03, ou o chamado “gabinete do ódio” ou as ruas, do que comandados de bom senso, e daí parte para atitudes e declarações consideradas - mesmo por assessores de alto gabarito -, como intempestivas.

A imprensa nacional noticia agora a união dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, em favor do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Juntamente com essa posição dos dois ministros-esteios do governo, em um bloco antagônico ao comportamento de Jair Bolsonaro está o apoio de setores militares palacianos de alta patente em defesa da manutenção das medidas de distanciamento social e quarentena da população para combater, e vencer, o coronavírus ante a possibilidade de muitos mortos.

Resumindo, a situação é pior do que aparenta, porque as unidades de saúde não têm condição de enfrentar a demanda. Já não possuem na normalidade, imagine-se numa epidemia mais grave, a qual está sujeita toda a população neste momento de plena curva de risco do coronavírus.

* jornalista e professor universitário


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