Debates Sociais | Força de Bolsonaro é reconhecida nas urnas

Por: Axe Schettini
10/10/2018 10:56 - Atualizado em 10/10/2018 11:01
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Há quase três décadas na Câmara dos Deputados, sem muita influência e também não demonstrando grande atuação parlamentar, o capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro (PSL), começou a mudar sua trajetória política quando, em 2014, tentava concorrer à Presidência da República pelo então Partido Progressista, mas não teve espaço devido às negociatas da realidade política.

Aos poucos e com o clamor das ruas, o cheiro de pólvora do militar começou a exalar por todas as regiões do Brasil, mais fortemente através das redes sociais, já que seu grupo político não tinha força e muito menos estrutura partidária.

Tentou concorrer à presidência da Câmara dos Deputados, em 2017, claro, sem êxito. Antes, já havia disputado o mesmo cargo por duas oportunidades. Mas Bolsonaro, aos poucos, ia entrando na artéria da política nacional, atacando o Partido dos Trabalhadores e se apresentando como novo, uma espécie de ruptura com tudo que há de mais necroso atualmente.

Não muito acreditado, mas já com grande apoio popular, se filiou ao PSL e se candidatou à Presidência da República. Mesmo assim, o mercado financeiro e grande parte dos caciques da política brasileira acreditavam numa guinada do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Foi um tapa na cara de toda a mesmice eleitoral.

Ele cresceu nas pesquisas de intenção de voto, foi atacado por um tresloucado e passou 30 dias da campanha eleitoral no hospital e em casa. O resultado das urnas saiu e o clamor popular, fervendo através das redes sociais, foi expresso em Jair Bolsonaro.

Com quase 50 milhões de votos em primeiro turno, o militar elegeu uma grandiosa bancada no Congresso, levou nomes para o segundo turno em alguns Estados do Brasil, inclusive Santa Catarina, e derrubou velhos e tradicionais nomes do cenário nacional.

Foi a resposta dos cidadãos brasileiros que necessitavam de uma mudança, radical, deixando para trás nomes que até então comandavam as negociatas políticas em vários cantos do Brasil. Mudança total, até mesmo surpreendente, com uma renovação antes não acreditada.

Não existe eleição ganha, mas Bolsonaro, diferente do que se afirmava há alguns dias, tem tudo para ser presidente do Brasil. Fernando Haddad (PT) terá que trabalhar na rejeição de Bolsonaro, buscando converter os votos dos mais pobres que abandonaram o lulismo. Ainda, convocando os brasileiros que votaram em nulo ou em branco, até mesmo as abstenções, para trabalharem contra o capitão reformado.

Ainda há muito chão, muito a se debater e tudo pode acontecer. Que a democracia seja respeitada e que a cidadania seja exercida com muita sabedoria e consciência.


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