Editorial | O Brasil está sendo destruído na vista de todos

Por: LÊ NOTÍCIAS
15/12/2017 14:00 - Atualizado em 15/12/2017 14:02
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Essa negociata que estão fazendo com o setor elétrico, a Petrobrás, estatais importantes para a segurança Nacional, é mais um crime contra a sociedade e que vai bater direto nos seus custos do futuro dando continuidade ao governo Fernando Henrique Cardoso que vendeu o país para as grandes multinacionais e não ganhou-se nada com isso.

O Brasil tinha a energia mais limpa e barata do mundo, por conta de hidrelétricas já amortizadas. E FHC definiu a descontratação dessa energia, elevando substancialmente o valor das tarifas e inviabilizando diversos setores elétricos, além de acabar com um grande trunfo que o país dispunha, na competição internacional.

Esse quadro voltou, reverteu nas últimas renovações de concessão e na bruta e antipatriota que este governo, como diz o general Mourão, que compra voto para se sustentar no poder. O que se pretende, agora, é destruir o que resta dessa energia, especialmente nas usinas da Eletrobrás, jogando os preços bem abaixo e vendendo como se fosse batata na feira, como ocorreu nos anos 90 em seu governo.

Significa que seus automóveis ficarão mais caros. Tudo bem, podem importar. Mas o mercado de consumo será cada vez mais fraco, já que sem energia competitiva, a indústria irá degringolar mais ainda. Atenção, também aos sojicultores que a bancada do agronegócio está rifando seu futuro. Diga-se aí Valdir Colatto, como um de seus membros.

Pois é, além da geração de energia garantiriam a navegabilidade do rio e o escoamento de toda a safra do norte do Mato Grosso ao Pará. Para quem não se lembra, vale afirmar que a destruição das estatais que garantem energia para a produção interna, vai ser destruída e, com ela, as conquistas que a soja norte-americana, que afirmou na época que, caso não fossem destruídas as iniciativas do Brasil, a produção de soja deles, dos americanos, iria para o beleléu quando fosse resolvido o problema da logística da região. Dizia Colatto que aquela região central do Brasil é o único bioma que permite três safras por ano.

Pois é, os americanos conseguiram virar o jogo com o desmonte do setor elétrico e o governo Temer rifando as grandes empresas do setor e, com elas, a possibilidade de hidrelétricas e de rios navegáveis. E, além disso, com o fim do Luz para Todos, esqueçam aquela história de universalizar o acesso à energia elétrica no campo, como também quer o empresariado, vai cair.

Pois com as mudanças que estão ocorrendo no setor elétrico, haverá apenas termoelétricas abastecidas com o gás e o petróleo que as multinacionais irão extrair do pré-sal. Sabem aquela história da barba e do cabelo? Numa ponta, garantem os poços do pré-sal. Na outra, matam a competição da energia hidrelétrica e das renováveis. Depois falam que os discursos são a favor do PT.

A quadrilha liderada por Temer e seus caniços, está o destruindo tudo no Brasil. Tudo que foi construído por anos. É estelionato do golpe. Estão rifando o país, o futuro, estão comprometendo a vida das gerações, dos nossos filhos e netos. Não dá para assistir inertes a essa queima, porque não tem volta. Depois que completarem a obra, como desfazê-la?

A pobreza da articulação sindical e a farsa da sociedade, todos, artistas inclusive, tem colocado tudo para ser apenas um grande teatro de nada. Estão matando o Brasil. Completamente e ninguém, nem as esquerdas, tem solução. É o fim mesmo.


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