Reforma da Previdência: uma migalha ao trabalhador

Por: Luiz Dalla Libera
25/05/2017 09:02 - Atualizado em 25/05/2017 09:02
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Estamos em tempo pós Páscoa. Há dois mil anos, antes da morte de Cristo, os judeus comemoravam a festa da Páscoa. Foi por aquele motivo que Jesus foi condenado à more na cruz em véspera de Páscoa. Hoje muitas pessoas têm o hábito de desejar a Feliz Páscoa aos outros. Ótimo, mas quando podemos dizer Feliz Páscoa? Quando vamos na igreja com verdadeira fé cristã e não por ilusão de aparecer com roupas fantásticas, luxuosas ou escandalosas; quando temos o compromisso de perdoar e fazer o bem aos outros, a exemplo de Jesus, que perdoou os judeus e fez o bem sem ser beneficiado ou fortalecido.

Estamos em um período após a Páscoa, semelhante ao ano de 1964, que o primeiro dia após a data houve a tão falada Revolução de 1964. Hoje, pelas reformas Trabalhistas e da Previdência estamos na mesma traição melancólica de sessenta e quatro.

Este colunista poderá estar mal informado, até reconheço, mas entendo, na minha opinião, que as reformas trabalhistas e da previdência só beneficiam as grandes empresas e os governantes mandantes, corruptos, e isso prejudica todas as classes trabalhadoras.

Quem em Xaxim não lembra na década de setenta, às vésperas das Páscoas e Natais na Paróquia de Xaxim, quando chegava o querido padre Anselmo Fracasso para fazer a pregação e preparação do Natal e à Páscoa? Era completamente cego, mas enxergava, bem semelhante ao Jesus crucificado e ressuscitado, as malandragens astutas daqueles tempos. Hoje, nossas autoridades políticas, que têm boa visão sem usar óculos de lente, são os verdadeiros cegos que, eleitos pelos trabalhadores, são pagos pelos nossos impostos e suor.

A Reforma da Previdência, do jeito que pedem prejudica e sacrifica o trabalhador igual à Jesus na Cruz! Terceirização? É um custo para as empresas públicas ou privadas de 25% a 30% a mais. Quem vai arcar esse aumento? É o humilde trabalhador e consumidor.

Parece que estão negociando uma migalha de tempo de idade e trabalho para o direito da aposentadoria. Será que eles têm coragem e caras de pau de mexer e prejudicar apenas o pequeno trabalhador e eles se beneficiarem ainda mais?

Negociam de 49 anos de trabalho para 40, mas quanto será que os deputados e sua companhia limitada ao completarem quarenta anos de carreira política - muitos só sabem fazer isso -, terão recebido dos nossos impostos e quanto ainda vão receber no futuro, eles, os seus vitalícios e o nepotismo?

Falam da dita Reforma da Previdência, que é para não quebra-la, mas creio que é parte da receita para desviá-la para outro rumo! Acredito que hoje a receita da Previdência, comparando com 2002, tem mais saldos positivos. Naquele ano comecei a receber o benefício no décimo dia útil, aí passaram para o 3º dia útil sem atraso, pois ninguém recebe com atraso.

Se o Brasil é endividado, não foi o povo trabalhador que fez a dívida e também não é com o suor, a fome desse povo, que vão pagar a dívida, como disse o herói guerreiro há 32 anos passados, saudoso Tancredo Neves.

Em coluna passada de 2016 escrevi quanto custava o ex-presidente da Câmara, o Cunha. Na próxima coluna vou escrever pela data de 1º de Maio, Dia do Trabalho, e quantos dias e horas que o trabalhador fica em caráter de qualidade. Inconsciente? Tudo bem. O tempo passa e a morte e a campanha política vem, mas não é sempre que os espertalhões políticos encontram o bem, como dizia o saudoso frei Joel Lorenzetti: “O tempo passa e a morte vem enquanto os espertalhões passam muito bem. Vamos ver na hora da morte o que vão dizer.”



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