Papo Justo | A modinha “fake news” e o déficit educacional brasileiro

Por: Diego Barbiero
24/10/2018 10:32 - Atualizado em 24/10/2018 10:32
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Caros (e)leitores. Faltando poucos dias para o término do período eleitoral, as tais “fake news” estão tomando mais lugar nos noticiários do que as propostas dos candidatos em si. Aliás, os próprios postulantes aos cargos públicos parecem mais interessados em explorar as verdades e as mentiras das “news” do que tentar convencer o eleitor indeciso sobre a viabilidade do plano de governo que defendem – ou deveriam defender, já que muito do que está lá parece ser mera formalidade eleitoral para alguns.

O interessante é que as tais “fake news” não são, em tese, de difícil identificação.

Basta analisar, por exemplo, a fonte da reportagem. É confiável? O site ou o veículo de comunicação é conhecido? O repórter que assina a notícia tem reconhecimento por outros trabalhos?

Querem fazer um paralelo? Vamos lá. Você vai a uma concessionária de automóvel e obtém a informação que o veículo que você pretende adquirir custa X. Aí vem uma publicação na internet, de uma página totalmente desconhecida, anunciado o mesmo veículo, nas mesmas condições, por ¼ do valor. É confiável o anúncio? Obviamente não! Você conseguirá, no máximo, cair em um golpe ao tentar comprar esse carro.

Mas, então, por qual motivo as notícias falsas se difundem tanto?

Talvez pelo mesmo motivo de liderarmos tantos índices negativos no campo educacional: há um déficit de instrução pessoal derivado de decisões políticas que nunca priorizaram a educação. Que se dirá, então, sobre o desenvolvimento do senso crítico, essencial para que o próprio cidadão faça suas escolhas sem ter que confiar cegamente em quem o lidera.

No final de contas, parece mais satisfatório compartilhar uma notícia falsa que diz respeito à desgraça alheia do que checar as fontes da informação e evitar um retrocesso civilizatório. E pior: isso não parece ser algo feito voluntariamente, mas sim derivado da falta de capacidade de discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso.

Por isso, antes de compartilhar inverdades, use(m) da inteligência para identificar se a notícia é – ou não – digna de atenção.


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