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Editorial | A grandeza de um general no governo

Por: LÊ NOTÍCIAS
24/05/2019 09:02

Em 18 de julho de 2018, ainda no calor infernal da campanha eleitoral, circulou a notícia que o general Heleno seria indicado como candidato, a pedido da ala militar, à vice-presidência da República, na chapa de Jair Bolsonaro. Negando na época esta possibilidade da candidatura por não ser de interesse de seu partido na época. A eleição passou, Bolsonaro venceu e chamou-o para ser seu ministro da Defesa e, depois, confirmou sua ida para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Augusto Heleno é um general da reserva do Exército Brasileiro e foi comandante militar da Amazônia e Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia com posições claramente críticas com relação às políticas oficiais, particularmente no que se refere à atitude da comunidade internacional com relação ao Haiti, onde foi comandante da ONU e à política indigenista do governo brasileiro.

Ao aparecer na Globo News, esta semana, para uma extensiva entrevista ao coletivo da emissora, disse tudo e mostrou seu equilíbrio e conhecimento. Talvez seja ele, somente, com maturidade clara neste governo.

E disse, várias vezes, que o governo fala demais desnecessariamente e que precisa, de fato, ser mais comedido. Falou das paixões extremistas e das manifestações do próximo final de semana como desnecessária. Mas vá falar isso para o eleitor falando que, patético, é mais inteligente que o general.

Se comportando como um grande quadro, de alto valor intelectual e político, tem noção e conhecimento do que diz. Bem diferente do, novamente se lembra, rapado do eleitor que não sabe nada, é um ignorante, mas quer demonstrar alinhado e sabedor das coisas.

Ainda bem que tem um general Heleno no governo. Que sabe medir o que diz e os passos a serem dados. Valor de honra e compromisso com o Brasil que se busca foi o que ele falou. Inclusive das derrotas que Bolsonaro tem tido nas ações com o Congresso que o eleitor pateta quer se mostrar inteligente maior que o general.

Ele reconheceu que o governo precisa de uma comunicação clara e eficiente e que deve haver o respeito republicano com as instituições, isto é, Judiciário e Congresso. Ou seja, um militar de alta patente, que fala em nome do que há de mais estratégico em um Governo Federal, reconhece as falas e os patéticos eleitores não. Cegos e irritantes, falam o que sabe, mas não sabe o que falam.

O general deu uma aula de cidadania, política e economia, iluminou o governo com fartura de argumentos, defendeu o projeto administrativo, lembrou das dificuldades e das lutas futuras do Brasil em relação ao mundo. Isso que dizer que há vida inteligente no Governo Federal. Se do lado de fora tem um exército de inconsequentes, de outro tem um claro projeto de trabalho escolhido em outubro passado e que deve ser respeitado.

Se estes mesmos eleitores não respeitaram o governo Dilma, tirando ela do Poder por amenidades sem nexo, Pedaladas Fiscais para tomar o controle da Nação porque não venciam o PT no voto, também foi nele que venceram a eleição com fake news e intolerância.

General Henelo é a melhor resposta até agora.

Moro e Paulo Guedes são um pedacinho do todo e nada mais. Tem sua importância e valor, mas quem de fato tem luz e visão geopolítica, que os cansativos e tolos mínions não entendem, dá para saber que a maior dificuldade desta administração é calar idiotas. Senão será fácil. Tem muitos.


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