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Editorial | O medo rondando todos

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/10/2019 14:18

Não é uma mensagem qualquer a informação que Rodrigo Janot deu ao dizer que entrou armado no STF para matar Gilmar Mendes. Ficou claro que a insanidade pode invadir qualquer cérebro quando assim entender que pode, segundo suas próprias vontades. E, mais que tomar conhecimento desta possibilidade, é ver que todos, absolutamente todos, estão sujeitos à exposição de pessoas, em qualquer lugar, para fazer suas loucuras conforme o bom senso que disse ter, para levar a cabo ou não.

O cidadão está completamente exposto às loucuras desconhecidas de seus semelhantes. Se um procurador-geral da República, chefe do Ministério Público Federal, que tem todos os conhecimentos de suas responsabilidades pode, a sua própria vontade, entrar armado e desenhar o assassinato de um desafeto, imagina -se que, como ele, tenha muitos.

Isso não é um fato isolado, à parte dos cidadãos comuns. São autoridades com poder de absolvição ou condenação que afirmaram sua insanidade e intolerância.

Foi um procurador-geral da República quem afirmou que foi chamado ao bom senso para não cometer o que ele, ganho pela certeza, deixou de fazer para escândalo mundial.

Quer dizer que todos, todos mesmo, estão sujeitos a ter semelhante personalidade ou, ao contrário, ser vítima deste espectro, um fantasma que ronda as ruas do país, do estado, do município ou da rua onde mora, até mesmo dentro de casa, um ser patológico escondido em seu silêncio macabro.

Se isso é uma verdade, mais que justo que todos tenham acesso às empresas, repartições públicas, escolas, ambientes sociais, vigiados por detectores de metais e raio X para que possa ter o sossego de sua tranquilidade.

Não é apenas uma informação poderosa do ex-procurador-geral da República, é um ato sinistro que pode estar em cada um. E a pergunta que fica é se, de fato, não é a senha para tirar, de vez, a tola ideia de armar o cidadão. Se ele, dotado de seus conhecimentos e controle mental está sujeito às recaídas, imagine o cidadão comum?

Ninguém está seguro de nada. Por isso, mais que vigilantes, é ter a certeza de que isso é possível quando todos estão sob a proteção do Estado. Se este não consegue garantir nem mesmo dentro de suas instâncias superiores de Poder, ninguém abaixo deles está.

Chegou-se, com esta revelação, ao fundo do poço escuro da insanidade geral. Durma-se com um barulho destes.


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