Close Menu

Busque por Palavra Chave

Editorial | Golpe na Chapecoense

Por: LÊ NOTÍCIAS
19/11/2019 00:21

Desde o momento em que a eleição presidencial do time se mostrou no horizonte, formou-se um grupo articulado para que fosse desmanchado o coletivo que assumiu o clube depois da tragédia. A ida celestial daqueles jogadores, empresários e jornalistas no fatídico acidente, não foi suficiente para unir todos no mesmo interesse.

Ao contrário disso, criou-se uma célula se articulando na sombra, movimentos para se apossar daquele orçamento gigantesco que, sabe-se, estava disponível em favor da reconstrução. É verdade que, devido ao sentimento vivo de respeito e amor impresso naquele plantel de ouro, fez com que uma trégua fosse momentânea, mas no fundo, sempre foi assim, o grupo interesseiro estava à espreita.

Por quê? Devido ao milionário recurso disponível aos times da elite do futebol brasileiro. Assim como é com a política partidária, também é nos bastidores da Chapecoense. Ele, desde o início, sempre foi um trampolim para interesses políticos e financeiros.

Quem diria que, bem antes do final de gestão da atual diretoria, eleita em dezembro de 2018, membros caíssem sem encerrar o mandato. Parece um impeachment disfarçado, liderado à sombra da covardia de quem assim desenhou.

Há certos nomes, e isso é um fato, que marcou a liderança de opinião desde sempre. Deles, não há o que reclamar porque são quadros que deram o rosto à exposição. Mas tem aqueles que atuaram por trás, enganando, fazendo articulações para bombardear o time na mídia e no campo. Incutindo, desde o início, que a presidência de Plínio David De Nes Filho era incompatível com o sucesso do futebol de Chapecó.

Golpe pré-estabelecido, os membros derrotados da chapa contrária já estão exercendo funções depois da renúncia de Maninho, como é chamado o agora ex-presidente. Nomes que são de respeito da cidade, mas que chegam de modo indigno na direção de qualquer que seja o departamento do clube. Deveriam, e assim demonstrariam mais respeito, negarem a composição atual para, no mínimo, apresentar desapego ao poder.

É possível que a Chapecoense caia para a 2ª divisão e que tudo dê errado para o Furacão em 2019, mas muito foi da pressão política que viveu, dentro e fora de campo, pelos oportunistas de plantão, de olho no orçamento e nas fendas que a política eleitoral municipal e estadual podem oferecer.

A estes rancorosos, que olham para o próprio umbigo enganando o torcedor em nome da moralidade e história de dor e amor pela Chape, terão as respostas que o futuro lhes reserva, seja positivo ou negativo, que vai dizer quem, de fato, tem razão.

O time caindo em produção na tabela do Brasileirão foi o argumento atrás das cortinas oportunistas deste grupo nocivo que agora tem as rédeas. Jogo também, faz parte. Torce-se para que a nova direção ganhe a altura para que os resultados possam dar luz, novamente, aos sonhos de permanência na elite ou o seu retorno.

Oportunistas, não os que amam o futebol, mas aqueles que se caracteriza de gente séria mesmo que todos saibam que não é, que engana e faz da política a profissão de seus próprios interesses, que tem três ou quatro visíveis e vergonhosos puxa-sacos que jamais terão o respeito que buscam manter, forçam goela abaixo, um pseudo respeito momentâneo que, na eleição do ano que vem, deverá dizer suas verdades, seja ou não vencedora.

Plínio David sai de cena e fica sua marca de pessoa serena e bem-intencionada. Errou ao não unir todos ao seu redor. Mas não havia como atrair para si a peçonha que marcou todo o ano de seu mandato de 2019. A Chapecoense perdeu muito neste ano. Mas que vença sempre por sua força e boa competição. Vai se dar bem no momento certo. O time é feito de 22 jogadores. Os que foram e os que ficaram.


Vederti Mobile
Sicoob Mobile
Rech Mobile
Unoesc Xaxim - Pós Mobile

Fundado em 06 de Maio de 2010

EDITOR-CHEFE
Marcos Schettini

Redação Chapecó

Rua São João, 72-D, Centro

Redação Xaxim

AV. Plíno Arlindo Nês, 1105, Sala, 202, Centro