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Identidade: mulher! | A formação

Por: Ivânia Zardo Barbiero
07/02/2020 15:46
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Queridos leitores! Como havia relatado a vocês anteriormente, a cada semana trarei uma experiência própria comparada aos acontecimentos no Brasil em relação ao desenvolvimento da mulher frente a uma cultura que a deixava em segundo plano e, de forma especial, no Sul de nosso País.

Os assíduos leitores dos anos 60 certamente leram “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo. Ele retrata a vida das mulheres do Sul que criavam os filhos sozinhas enquanto esperavam pacientemente que seus homens voltassem das batalhas para casa. Cuidavam da plantação e da criação e, mesmo assim, eram submissas às ordens dos maridos após sua volta.

De maneira geral, nas mais diversas sociedades e em diferentes épocas, muitas mulheres incorporaram a ideia da obediência cega aos seus pais e maridos. Aprenderam com suas mães que deveriam ser passivas e cordatas. Muitas delas até se conformaram com esse pensamento.

No Brasil, as mulheres votaram pela primeira vez somente em 1933. Mas era preciso que fossem alfabetizadas para ter o direito ao voto. Foi dessa forma que veio o incentivo das mulheres estudarem para poder se inserir na política. Esses acontecimentos eram especialmente das grandes cidades, onde o movimento político se tornava essencial para os brasileiros.

Outro marco dos anos de 1960 foi a pílula anticoncepcional: símbolo compulsório da revolução sexual, serviu de apoio ao espírito libertário feminino. Para os conservadores, logicamente, representou a promiscuidade.

Eu sou desse tempo de transição. Mesmo morando em uma cidade pequena, tive muito incentivo e um desejo imenso de estudar e me tornar “alguém”. Iniciei na escola com 5 anos, uma escola coordenada por Irmãs Vicentinas. Me orgulho em dizer que, durante o curso primário, fui a melhor aluna da classe, premiada no final do ano com um livro. Daí vem essa ganância em fazer uma faculdade. Meu sonho: Medicina! Sonho que se tornou realidade no meu filho mais velho, um ser humano de profundo valor e dedicado a atender pessoas necessitadas.

E falando em transição, sou da primeira turma que passou da quarta série primária para a quinta série do ginásio, que na época, diminuiu um ano de ensino.

Na minha cidade não havia científico, hoje segundo grau, apenas uma escola técnica contábil, mas o meu desejo era outro, queria fazer FACULDADE. Então foi morar em Erechim, num quartinho de fundos, com um casal que havia concebido o primeiro filho. Foi aí que, com 14 anos, tive que me virar sozinha, e ainda apoiar a mãezinha em depressão pós-parto.

Sempre bem resolvida, meu vestido de debut foi o marco de minha independência. Levei pronto para casa no dia anterior ao baile, sem ninguém saber como ele era. Agradeço ao meu pai por ter financiado esse pequeno gasto.

Meus queridos, hoje ficamos por aqui. Na próxima edição trarei mais sobre formação, para lhes falar da trajetória de uma Mulher.

Abraços a todos!


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