Na Essência | A estratégia errada!

Por: Júnior Chisté
31/10/2018 10:35
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Não há como não descrevermos aqui ainda sobre a maior derrota imposta a um candidato a governador na história de Santa Catarina como foi a de domingo quando um novato, que se filiou em março deste ano até então ao desconhecido PSL, derrotou um político experiente e que há décadas estava nas fileiras do discurso e das tribunas.

O candidato do PSD até então tido com o “rei das estratégias e das mexidas do tabuleiro” perdeu-se no jogo e em seus próprios erros.

Começou perdendo a eleição no final do primeiro turno quando sua militância, imponente, seguindo a escolha exatamente de seu candidato, começou a tremular a bandeira do 17 em todo o Estado. Se deram conta disso, faltando poucos dias da eleição do segundo turno, quando começaram a enviar mensagens à militância para que focassem somente no número 55, há os que irão dizer que isso é “fake news”. Pois o candidato do PSD também sempre optou por Bolsonaro.

Desde o primeiro debate, agiu erroneamente quando tentava argumentar sobre a aposentadoria justamente de um bombeiro, uma das classes que mais respeito possui, uma das instituições que mais credibilidade e honra jorra na população catarinense, brasileira e mundial. Mais um tiro no próprio pé!

O PSD estava preparado para enfrentar o MDB no segundo turno, todas as trincheiras e seus soldados estavam treinados para se digladiar contra esse adversário e quando viram já estavam sendo fuzilados por outro adversário muito mais poderoso e mais que isso, não sabiam como lutar e da onde vinham tantos arsenais assim: o PSL de Jair Bolsonaro já havia invadido Santa Catarina com um Comandante que na mais absoluta qualidade emocional procurava somente absorver os golpes e com isso conquistava territórios sem que o inimigo percebesse.

Quando o próprio PSD se dera conta de que estava atacando de forma errada, já era tarde demais. Sua própria militância foi outra no segundo turno. No primeiro, aguerrida, com “poder de fogo”, no segundo sem bala na agulha ficou somente na espreita sem atacar e o resultado todos sabem, uma derrota esmagadora e com um sotaque de seus próprios colegas dando o tom: Júlio Garcia, César Souza Jr., o próprio sobrinho do ex-governador Colombo, todos contra o próprio PSD.

O PSL não somente venceu em Santa Catarina, como também nas três cidades onde Merisio costuma ter uma aproximação muito grande: Xanxerê, Xaxim e Chapecó. As três cidades, aliás, duas delas comandadas pelo próprio PSD e Chapecó, no caso por Buligon, que abraçou a campanha de uma forma exuberante.

Se este novo partido realizar uma grande administração tanto a nível nacional e estadual, especialmente agora nos dois primeiros anos, preparem-se PSD, MDB, PSDB e tantos outros partidos, vocês terão que se reinventar desde “ontem”, pois o inimigo é forte, matreiro e sem vícios.

Sem falar que o povo, mesmo que eleição em cidades é um tanto quanto diferente, e você sabe o que eu estou querendo lhe dizer, o jovem, as pessoas com muito mais acesso à informação e as redes sociais, também vão ditar o ritmo nas eleições municipais de 2020. Não querem mais o mesmo do mesmo.


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