João Amin vai no Progressistas; Napoleão busca o PSDB; Minotto e Paulinha no PDT; Carminatti se mexe no PT; PSL entra em convulsão; MDB tranquiliza-se; Disputa forte no PSD

Por: Marcos Schettini
06/11/2018 10:33
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PSD, futuro e sangria

Pendurado no varal com sal, o partido de Gelson Merisio viu 2018 subir ao céu e descer ao inferno em 21 dias. Se no 1º turno mostrou força indo para a etapa seguinte, inclusive tirando o MDB do jogo, no resultado do 2º turno olha o estrago pleno. Se as traições vivas, manifestadas ainda durante a disputa, foram os ossos expostos deste corpo, a disputa interna pelo comando do partido mostra a sua importância no cenário estadual. Os deputados eleitos e reeleitos, divididos, já constroem a rota para assumir. Se de um lado Kennedy Nunes, Milton Hobus e Marlene Fengler jogam juntos, no outro está Ismael dos Santos e Júlio Garcia. O segundo time, em menos jogadores, estão mais fortes. Batendo de frente com Merisio desde o início, o sulista subiu na cotação por razões óbvias.


Arrumação

Os deputados que garantiram sua reeleição estão de olho na presidência de seus partidos a partir do ano que vem. Querem dar um novo ritmo político nestes tempos de varredura que saiu das urnas e exige lideranças novas já nas municipais.

Troca

Dentro do Progressistas o tempo de Silvio Dreveck será decidido por ele mesmo. As lideranças não desejam que ele fique no comando da sigla, mas a iniciativa de sair deverá partir do deputado. Hoje presidente da Alesc, 2018 deu tudo errado.

Ele

Silvio ficou na presidência do Progressistas para garantir que Gelson Merisio ganhasse força do partido, sustentando seu nome nas internas. Como ambos perderam as eleições, a iniciativa de sair do comando do partido será sua.

Então

A família Amin, vitoriosa no Estado e em Brasília, fica forte para assumir a presidência do Progressistas. E nem precisam fazer força para isso. 2018 não foi somente um ano de alcances, foi a retomada do clã. João, o herdeiro, olha-se presidente.

Movimentação

Esperidião e Angela já apostam que o filho assuma o projeto do partido por iniciativa própria. Como o deputado eleito Altair Silva tem fortes diferenças com o colega de bancada, inclusive chamando-o de moleque, frita-se nesta intenção.

Tucanato

O PSDB de Marcos Vieira foi abatido pelos caçadores eleitorais que foram rumo ao MDB. E as penas são vistas espalhadas pelas urnas em todo o Estado. Menos votos, menos espaços, menos poder. A ruína foi geral. Napoleão quer a presidência.

Cura

Ao dar tempo suficiente para arrumar as asas, Napoleão Bernardes olha adiante já construindo seu sonho eleitoral majoritário em 2022. Se está impedido legalmente de bicar as urnas em Blumenau, quer que Marcos Vieira observe isso.

Trabalhistas

Com dois assentos na Casa e um quadro ultrapassadíssimo à frente do partido, a disputa dentro do PDT é menos ruidosa, mas tão violenta quanto. Os deputados Rodrigo Minotto e Paulinha da Silva aguardam Maneca entregar as chaves.

Relacionamento

Manoel Dias tem aproximação com Rodrigo Minotto e por isso, e em respeito ao decano, Paulinha não vai entrar de sola porque, se não tiver entendimento, olha a janela futura para sair da sigla. Se não foi ouvida, vai procurar outro espaço.

Tempo

No Partido dos Trabalhadores o terremoto não apenas engoliu a sigla em SC, mas abalou igualmente a família Lima. Sem instrumento para tocar o partido, Ana Paula e Décio já observam as movimentações de Pedro Uczai. Reeleito, quer a presidência.

Esquerda

Se Luciane Carminatti afrouxar deixando Pedro Uczai no comando do PT, o partido assume um viés mais à esquerda. Em tempos de reconstrução, a militância quer mais diálogo e menos enfrentamento. Os dois deputados estão dialogando.

Poder

Dentro do PSL de Jair Bolsonaro em SC, o controle do partido está sendo disputadíssimo. As movimentações para tirar de Lucas Esmeraldino a presidência ganha corpo. Assumindo-se como primeiro-ministro, a base acha-o perigoso demais.

Ego

Os irmãos Cris e Lucas estão à frente do partido e em rota de colisão com o governador eleito. Sem mandato, mas com votos de quase senador, sabe que a parada é alta. Com muitos deputados federais e estaduais, seu brilho ofuscou.

Ele

Moisés quer alguém que possa ter maior diálogo e, embora seja seu nome dentro da Alesc, é também no comando do partido. Cel. Mocelin vai ser levado junto na reunião que o governador 2019 terá com o presidente Bolsonaro.

Rasteira

Carlos Moisés quer ficar mais solto e olha a presidência do PSL, poderosíssimo em SC, como uma ferramenta pessoal para fazer seu projeto. Neste caso, Lucas Esmeraldino é a parte nociva para que tenha liberdade de atuação.

Ulyssistas

Carlos Chiodini e Valdir Cobalchini não querem enfrentar Eduardo Moreira na disputa pelo partido e entendem que um gesto nesta direção seria imprudente. Ambos fortes na sigla, olham o estrago de 2018 calados. Vitoriosos, não precisam falar.

Saindo

Com a habilitação vencida, Mauro Mariani volta-se às atividades privadas. Depois que seu veículo ultrapassou nas curvas Udo Döhler, Eduardo Pinho Moreira e Dário Berger, bateu. Sua recuperação é ficar em terapia intensiva. E o coma é longo.



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