A força de Amin é Bolsonaro; Disputa com Renan é diferente de LHS; Carlos Moisés não apresenta nada; Disputa na OAB aquece

Por: Marcos Schettini
07/11/2018 12:19
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Renato Gama

OAB é sinônimo de novos tempos

A ida de Rafael Horn para a presidência da entidade em SC, mostra bem os rumos que a principal entidade democrática catarinense assume os novos desafios que o momento exige. E foi na palavra dada de Paulo Brincas, de não buscar a reeleição, que Horn segue na mesma direção. E vai viver tempos de grandes desafios. Embora afirmando que seu norte é a Constituição, Jair Bolsonaro precisa observar uma Ordem dos Advogados do Brasil como uma voz da Democracia e dos direitos de liberdade. O processo de escolha é o mais legítimo caminho da reconstrução de tudo o que é considerado vencido neste país. Se a OAB é o pilar deste horizonte, são verbos de juventude e compromisso que farão esta busca mais leve e prazerosa. A entrada de Rafael nesta disputa é o início desta retomada. Perfilado e com a experiência que lhe marca, já sinaliza que o país está na direção certa.


Campeão

Mais alto que o terremoto que passou por SC, Esperidião Amin não apenas se desviou dos abalos, mas aumentou seu poder de força. Com a ida da trinca, elevando-os todos ao coroamento, mostra seu prestígio e persuasão eleitoral.

Diapasão

SC merece o controle da Mesa do Senado e, nas mãos de Esperidião Amin, cuja amizade com Jair Bolsonaro ficou demonstrada ainda na cama hospitalar, é uma sinalização positiva, bem ao contrário de LHS, buscar aquele espaço perdido.

Lembrança

LHS bateu de frente com o eleitoral latifundiário nordestino que, então, mandava e desmandava dentro daquela Casa. Sabendo que a influência se fragilizou, Renan Calheiros só vai se entender ser vitorioso. Sabe que o seu tempo, embora reeleito, vai-se.

Diferença

Esperidião Amin conhece os senadores, tem influência pela relação com Jair Bolsonaro e, mais do que isso, uma vida, então conhecida, com a lisura buscada. Seu tempo, mais que justo para assumir a presidência, é seu conhecimento.

Nada

As nomeações que Jair Bolsonaro tem feito, até para impressionar na demonstração plena de comando, é contrária às de Carlos Moisés. Até o momento não se tem a comissão de transição e apenas Cel. Mocelin é seu orientador.

Prova

Ficou claro que o eleitor, pouco preocupado com experiência administrativa e visão luxuosa de competência, não foi às urnas com a intenção de solução, mas de troca. O número de Jair Bolsonaro venceu e Carlos Moisés junto.

Nada

Se passa uma visão de tranquilidade, que vai fazer um grande governo, a dupla Carlos Moisés e sua vice Daniela Reinehr, não tem noção de nada e o que estão fazendo no atual momento. O despreparo e a falta de pulso são seus melhores desempenhos.

Pois

Não é porque foram eleitos que as cobranças não devem estar na pauta. Passados 10 dias, quem está com a tutela plena é Eduardo Pinho Moreira que, gentilmente, dá as coordenadas ao governador eleito. É a certeza revelando-se.

Ninguém

Até o momento Carlos Moisés não deu atenção para ninguém. Sem saber o que falar, justifica seu silêncio. Não tem nomes, não sabe quem colocar nos cargos, não compreende seu desafio. Os tempos mudaram tudo. Inclusive responsabilidade.

Atado

Refém de Lucas Esmeraldino, o governador eleito não tem noção de como e de que maneira mexer as forças para produzir controle do que não sabe. Sambando na sua cozinha, o quase senador tem assumido às vezes. Na literatura, é o rei nu.

Devagar

Embora ainda buscando o fôlego perdido no fatídico Domingo D, as lideranças do PSD estão aguardando o encontro esclarecedor que Gelson Merisio deverá fazer para iniciarem os passos. Como detém os diretórios, tem tempo para reconstruir.

Reconstrução

Gelson Merisio não apenas mantém os diretórios do partido em vários lugares, tem amizade com as lideranças e, agora, mais do que nunca, será a prova de sua força. Abraçado a Hades, vai ter que ressuscitar. Júlio Garcia pagando para ver.

Domínio

Para manter o controle do partido, Merisio vai ter que correr junto às bases, lugar que fez com frequência quando visitou municípios nestes quatro anos de trabalho. Se conseguir, dá a volta por cima. Não foi Moisés quem venceu, Bolsonaro que ganhou.



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