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Entrevista | De olho nas eleições de 2020, João Amin mira trabalhos legislativos e critica gestão Gean Loureiro

Por: Marcos Schettini
05/02/2019 15:12
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Filho de um dos políticos mais influentes de Santa Catarina, João Amin, agora no segundo mandato de deputado estadual, começa a trilhar os trabalhos com olhos para 2020. Com sonho em ser prefeito de Florianópolis, da mesma forma que os pais Esperidião e Angela Amin, João critica a gestão de Gean Loureiro e diz que a administração da capital está esculhambada. Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, o Progressista também falou da responsabilidade da família Amin na Assembleia Legislativa, Senado e Câmara dos Deputados.

Marcos Schettini: Quais lições as eleições de outubro deixaram?

João Amin: As eleições de 2018 foram extraordinárias em termos de renovação. Muitos foram mandados para casa e outros chegam pela primeira vez. Minha torcida é para que o governador Moisés faça um bom trabalho, meu posicionamento será de independência, o que for positivo, vou votar a favor, o que eu não considerar positivo, vou criticar e propor sugestões para melhorar.

Schettini: Os tempos mudaram. A política negociada na escuridão ainda funciona?

João Amin: Não. Tanto que o presidente Júlio Garcia falou que todas as conversas dele, por exemplo, poderiam ser publicadas. Isso é muito importante e a gente espera que em Brasília aconteça a mesma coisa, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. As eleições de 2018 nos obrigam a ser assim. Tem gente que já era, no caso da minha família, modéstia à parte, mas outros chegaram agora pela primeira vez, ou permaneceram, que têm que manter os bons costumes, tratar o bem público com transparência, que é o mais precioso. A política faz parte do bem coletivo e é isso que a gente espera.

Schettini: João Amin é candidato a prefeito de Florianópolis?

João Amin: É muito cedo ainda para dizer. Não dá para dizer nem que sim, nem que não. Obviamente que é um sonho que tenho. Já permaneci por 40 dias como prefeito. Tive uma casquinha do sonho. Temos que ter um grande projeto para Florianópolis, que não está sendo bem administrada. Veja a poluição dos nossos rios na temporada, a esculhambação que está Florianópolis, por parte do poder público. Não adianta ter só belezas naturais. Florianópolis precisa de mais, com projetos a longo prazo, não de projeto politiqueiro. Eu vou fazer parte de um projeto para o bem de Florianópolis, não para o próximo ano, mas para os próximos anos. Às vezes precisamos tomar medidas duras, que não são populares, mas que farão bem a Florianópolis.

Schettini: Por que Florianópolis não consegue resolver o problema da mobilidade?

João Amin: Não só da mobilidade. Olha só o elevado do Rio Tavares está fazendo seu segundo aniversário não construído. A questão da saúde, com uma UPA vazia. O carinho pela cidade... A grande preocupação com nossa beleza natural, que é o nosso bem mais precioso. Florianópolis tem mais da metade da sua extensão territorial em áreas de preservação. Não adianta um gestor colocar seus amigos para ganhar benefícios, para explorar passarela e não pensar no bem da cidade. Isso eu não quero. Quero fazer parte de um projeto para o bem da nossa cidade.

Schettini: Você vai gritar isso na Casa?

João Amin: Não só na Casa. Venho dizendo isso há muito tempo. Minha candidata perdeu a eleição, obviamente que a gente tem que respeitar o resultado da urna, mas a gente quer muito mais para nossa cidade.

Schettini: É inédito os Amin no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa...

João Amin: O Bolsonaro conseguiu igualar três só no segundo turno, os Amin elegeram três antes. Só que isso não é para se tornar deboche, pelo contrário, nos dá um senso de responsabilidade e trabalho, pelo Estado, muito grande. Meu pai está há 40 anos na vida pública, muitos já teriam sido expulsos há muito tempo. Isso mostra a honestidade, o trabalho, com muitos defeitos, mas também com muitas virtudes. Nossa família é muito agradecida a Santa Catarina. Na semana passada, um jornal do Médio Vale do Itajaí, em Timbó, falou “quem dera se outras boas famílias estivessem na política catarinense”. Em outros Estados isso não acontece, como a família Cabral, Calheiros e Mello. Graças a Deus, Santa Catarina tem de se orgulhar. Pode ter certeza, teremos muito trabalho. No meu primeiro mandato, em dois carros, somamos 250 mil quilômetros. Eu espero rodar novamente Santa Catarina, fiscalizando, cobrando, exigindo um serviço público adequado. O Oeste é uma região que carrega Santa Catarina nas costas, em termos financeiros, mas as rodovias não têm a atenção necessária. Por isso, vamos lutar, não só pelas rodovias, mas para que Santa Catarina continue se desenvolvendo.

Schettini: As emendas impositivas, retiradas pelo governador Moisés, desnudou os deputados?

João Amin: Pelo contrário. Ele falou que as emendas impositivas que a gente colocou no orçamento de 2019, ele vai honrar. O problema é quem não pagou, que deu o calote. Aí ele tem que apresentar um plano B, quem sabe se sobrar, depois das nossas emendas de 2019, ele possa também dar mais alguns recursos aos municípios. Mais isso ele vai ter que propor. A gente não pode considerar a posição do Moisés, não aceitando o que o Governo de 2018 não pagou. A gente precisa cobrar as de 2019 agora.


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