O trapalhão Carlos Siqueira; Júlio Garcia veste LHS; Dreveck quer Progressistas; A morte do Bombeiro de Tubarão

Por: Marcos Schettini
13/05/2019 00:03
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A morte do Bombeiro

Carlos Moisés pegou gosto pelo poder e, contrariando seus eleitores, já faz todo tipo de conchavo para oferecer aos deputados aquilo que eles gostam e, na melhor resposta, ele tenha suas necessidades atingidas na Reforma Administrativa. Matou o inocente que vivia dentro de si, aquela melhor marca que sensibilizou o eleitor para se tornar o impuro que o cargo oferece. Descobriu como mexer os pauzinhos, ganhou olhar interesseiro, vendeu a alma. Caiu no lugar onde as negociatas fazem o anjo perder as asas e ganhar chifres vermelhos. Tornou-se igual. Ao arrancar o tolo, deu luz ao esperto. Como não se acende uma vela para Deus e outra para o diabo, preferiu o segundo. É nele que mora tudo o que a política faz de rápido a preços desconhecidos. Começou a ler Machiavel. Está ainda nas primeiras páginas do Príncipe, mas já gostou da leitura. Delas, uma frase mostra o assassinato do pacato de Tubarão que chegou onde se encontra. É aquela onde diz que quer ir para o inferno, não para o céu. No inferno, gozaria da presença de papas, reis e príncipes. No céu, só teria por companhia mendigos, monges, eremitas e apóstolos. Por isso sentou com o MDB. Depois vai para a segunda melhor frase do intelectual de Florença. É aquela em que governar é fazer acreditar. Como o encontro com os ulyssistas foi na quarta, enterro do Bombeiro, para quem não sabe, foi na última quinta.


Idas
Adir Gentil viu-se sentado na presidência do que não tinha ao ver que a reversão sobre o controle do PSB tirou-lhe o comando. Estas decisões de cima para baixo, onde a Justiça entra arrombando a porta trancada pela truculência, dá nisso.

Voltas
A retomada do diretório que Carlos Siqueira havia destituído mostra duas leituras interessantes a serem levadas como experiência. Que o presidente nacional do PSB é um atrapalhado e que no PSD, de Kassab, o efeito seria o mesmo.

Diferenças
A questão de Gilberto Kassab seguir a orientação de Raimundo Colombo para tirar de Gelson Merisio o comando do partido é quase igual. O cenário só é desigual porque o ex-presidente da Alesc não tem interesse em ficar.

Então
Ronaldo Freire e o coletivo está medindo força com Carlos Siqueira. Merisio não precisa deste confronto porque olha 2022 sem deixar rastros de confronto. No PSB, tudo o que fizer é lucro. O presidente pessebista não é nada em SC.



Vestimenta
Júlio Garcia está, aos poucos, incorporando o jeito LHS de produção política. O presidente da Alesc está mostrando suas asas para a majoritária de 2022 e, tranquilo, fazendo opinião para buscar a Tríplice daquela eleição. Ajustando.

Beleza
O presidente da Alesc já tem em mente o mapa daquela disputa pelo estado e sabe que o atual já foi mordido pelo status. Se o governo der certo, é uma alternativa. Dando errado, olha os parceiros que possam levá-lo à sucessão ou o Senado.

Municipais
Toda a construção da majoritária estadual passa pela produção vitoriosa dos partidos no ano que vem. O PSD, que foi para o 2º turno em 2018, teria que ser protagonista. Depende do próximo presidente da sigla. Se for Colombo, muda tudo.

Metralhadora
Quem é do meio entendeu que a questão de Milton Hobus, propalada na semana passada, foi fogo amigo para tirá-lo da presidência do PSD. O deputado, do nada, foi levado para o meio da fogueira desviando-o do comando do partido.

Crescendo
Dreveck vai aproveitar a volta para a Assembleia para imprimir sua permanência à frente do Progressista na convenção de agosto. O deputado é ligadíssimo a Gelson Merisio. Seria Silvio, se o ex-PSD seguir este rumo, sua maçaneta.

Firme
Gelson Merisio está tranquilo para seguir o rumo que melhor lhe observa em 2022. Se não tem pressa de um lado, de outro olha as municiais como seu reinício. Estava certo quanto ao projeto de 2018. Se deu errado, foi para todos.

Forte
O resultado da eleição, embora a derrota, mostrou que Gelson Marisio estava certo. Se o MDB nem encostou no turno final, o eleitor deu continuidade à ceifa e cortou o ex-presidente da Alesc do jogo. Neste caso, foi o que perdeu menos.

Gostou
Se o Bombeiro olha sua continuidade no jogo em 2022, tem que desconstruir uma desarticulação em andamento da Tríplice MDB, PSDB e PSD. E fazer com que Bolsonaro tire Esperidião do cenário no meio do mandato de senador.



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