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Antídio Lunelli é Bolsonaro; A tese da Tríplice Aliança; Douglas Borba cresce; Moisés diminui; Reforma urgente no escalão de SC

Por: Marcos Schettini
10/02/2020 10:02
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Ricardo Wolffenbüttel

Nervo ciático quase contaminado

Nem toda a espinha do coletivo de Carlos Moisés está comprometida. A Casa Civil e o Comando-Geral da PM têm dado sinalizações. O restante, contaminado pela inércia, afunda o que resta de sinais vitais deste governo. Curvado, o sustentáculo cedeu e expôs uma administração pobre e distante dos grandes debates estaduais e nacionais. O governador é um exemplo clássico de narcisismo. Age inocentemente ao fazer tudo o que sociedade abomina. Tem uma vice chucrute que, vendendo-se mais pelo insuportável zumbido, escancara desnecessidade. Cassando um, piora na outra. Saindo desta apneia que afirma ser campeão, dá beijo à moda Judas que troca com sua substituta. Despreza antecessores e até canta bem, mas a melodia é desafinada com o Legislativo e Judiciário. Dos quatro cilindros de ar disponíveis, resta-lhe um para chegar à superfície. Neste desperdício, abreviou-se. Pela entrevista que concedeu ao Estadão ontem, e avaliando o tamanho da reação nas redes sociais, Gelson Merisio seria governador hoje.


JOGO

Antídio Lunelli começa a tomar forma para, passando pela reeleição, buscar o espaço na majoritária em 2022. É um defensor pleno do retorno da Tríplice Aliança criada por LHS. O prefeito de Jaraguá do Sul começa a ganhar atenção dentro do MDB e vai investir nesta conquista a partir de novembro. Após seu retorno ficar confirmado, olha a Cadeira de governador.


ESTILO

O prefeito de Jaraguá do Sul tem um modo pessoal de governar. Não gosta de bajulação, incompetência e burocracia. E grita forte contra isso. Este procedimento de trabalho que aplica no setor público, desenvolveu no privado entre as empresas que possui. Se não gosta de determinado resultado, manda fazer novamente.


CENÁRIO

Por entender que o MDB pode retomar o controle do debate em 2021, conforme o mapa das conquistas de prefeituras, vai olhar o PSDB e PSD no mesmo quadrado de intenções. Está se orientando no raciocínio de que, não interessa o partido que esteja, vai com Bolsonaro. Observa que no panorama nacional, os ulyssistas não têm nome para presidente.


ELE

Celso Maldaner conduz o MDB barriga-verde bem distante do olho nacional. Sabe que as urnas de outubro vão mostrar o tamanho dos desafios para liderar uma majoritária em 2022. Como a sigla está corroída de nomes à presidência, deverá se dividir entre Bolsonaro e um nome do centro. Ficando bem com os dois. Em SC, já chutou o PSL.

RECADO

Carlos Moisés não conseguiu emplacar o nome de Luiz Fernando Vampiro para ser seu líder de governo porque os ulyssistas sabem, por antecipação, que navegar com o governador atual é afundar. Embora tenha escapado do impeachment, não significa que esteja bem. Ao contrário, está diminuto e fraco. O MDB, quando não dá golpe, pula do barco. É do estilo.


NÃO

Não somente Vampiro, mas Paulinha também está fora. Sobra para Zé Milton Scheffer para aderir o incerto. Seria o Progressistas conduzindo-se na mesma igualdade. Se o partido de Esperidião negar, Carlos Moisés fica sem voz na Casa. Situação que nem mesmo Paulo Afonso, que viveu uma quase cassação, passou igual.


FORA

Douglas Borba sabe que, a partir de agora, seu desafio será triplicado. Se o governador não tiver um líder de governo à altura, tudo que seu chefe precisar, vai viver na força do balcão. Moisés saiu do oásis para começar, agora, a atravessar o deserto de rumo incerto. Se tem um prefeito como Gigante Buligon aliado, não tira sua fraqueza evidente. Caiu da mudança.


BARATO

O próximo a cair do governo, se for levar em conta o barulho do impeachment sufocado pela força política de Julio Garcia, Jorge Tasca está pelo fio de lã vencido. Pendurado em uma confusa relação com Célia Iraci da Cunha, a colega que caiu pelas trapalhadas que gerou o pedido de cassação, o secretário da Administração é salvo mais pelo esquecimento. Se lembrarem dele, não fica.

FRACO

Tasca é um secretário pobre. Não tem pujança, muito menos atividade política. Está ancorado no governo depois de Douglas Borba, que segura as ondas fortes no peito. Protegido por isso, Jorge fica balançando conforme a altura da água. Hoje, se pesar sua força, não convence. Se permanecer, é mais pela amizade com Moisés. Neste tipo de relação, quem perde sempre será o chefe.


PREMIÊ

O marido de Késia sabe que, por ter sido salvo da cassação, não teve qualquer participação nesta conquista. Douglas Borba vendeu sua simpatia e atenção para Julio Garcia, leia-se Alesc. Se fosse pela desastrosa relação de Moisés, ruim em política, entrosamento, oratória e um FNM caixa seca, já teria sido decapitado. A sensibilidade da Casa, embora a orientação jurídica, foi na Casa Civil.


MERCADO

Carlos Moisés paga em real, mas sua dívida é em dólar. A fraca construção de seu secretariado, até no patético 4x4 da Secretaria da Segurança Pública, gera dúvidas em tudo. O preço desta forma de fazer SC funcionar, tem mostrado ineficiência. Quando falando nada na Tribuna da Alesc, sob vaias inéditas, mostra que seus eleitores de 2018 entenderam sua evasividade.


REFORMA

Se vai se render a fazer um remendo como o patético Temer ao assumir o governo, resta a Carlos Moisés dar uma saída justa ao seu fraquíssimo coletivo de comando. Não há, em 13 meses de gestão, um só secretário que tenha ganho espaço de reconhecimento na sociedade. Tirando o premiê de Biguaçu, exercendo bem, os demais são alienígenas. Nem os deputados conhecem.




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