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Entrevista | Gean Loureiro vê inconsistência na Operação Chabu e mantém ritmo de trabalho em Florianópolis

Por: Marcos Schettini
10/02/2020 16:43 - Atualizado em 10/02/2020 16:50
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Deflagrada em junho de 2019, a Operação Chabu mirou o prefeito de Florianópolis e outros por suposto vazamento ilegal de informações sigilosas. Oito meses após as movimentações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, Gean Loureiro diz que sua defesa irá provar sua inocência e garante que os acontecimentos têm mostrado inconsistência na denúncia.

Filiado ao Democratas, inaugurando obras e apresentando ações em todos os bairros da capital, o prefeito concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e falou que tem mantido o ritmo de trabalho, citou a lealdade do vice João Batista Nunes. Ainda, lembrou que Florianópolis está unida pelo desenvolvimento. Confira:

Marcos Schettini: Como o senhor vê o avanço da Operação Chabu?

Gean Loureiro: Todos os acontecimentos têm demonstrado inconsistências na operação. Tanto que o Ministério Público Federal arquivou 4 denúncias, das 5 presentes no inquérito da Polícia Federal. Óbvio que pelo princípio da precaução, mesmo sem provas, a denúncia de que eu, supostamente, recebia informações sigilosas, está posta, mesmo sem provas, para que minha defesa possa apresentar toda a nossa versão, a verdadeira. O importante é que o processo está chegando ao fim para, em breve, ser arquivado.

Schettini: Há exagero ou é só um procedimento técnico de investigação?

Gean: Teve um pedido de prisão de uma semana, não cheguei a ser preso e fui liberado logo após o depoimento. Teve pedido de afastamento da prefeitura e fui reconduzido imediatamente, após o feriado. Quatro denúncias contra mim foram arquivadas pelo Ministério Público Federal. Enfim, os próprios fatos demonstram contradições absurdas.

Schettini: Onde sua inocência está demonstrada em tudo isso?

Gean: A população de Florianópolis já viu que não tenho nada a ver com isso. Mas eu inverto a pergunta: onde minha conduta ilegal está demonstrada em tudo isso? A denúncia se resume a eu, supostamente, ter recebido informações sigilosas de operações policiais. Não dizem que informações são essas e nem o por que isso me diria respeito. O que eu ganharia com isso? Nunca fui alvo de operação nenhuma.

Schettini: O senhor tem trabalhado dobrado muito na construção do processo de outubro. O que mudou?

Gean: Nada mudou. Planejamos o nosso governo desde o primeiro ano. 2017 arrumamos as contas, voltamos a investir. 2018 retomamos as obras inacabadas e iniciamos a transformação da cidade. Em 2019, entregamos o maior volume de investimentos da história da cidade. Em 2020 o ritmo seguirá o mesmo, com muita entrega.

Schettini: A eleição da Mesa na Câmara mostra uma sintonia com as movimentações do Executivo?

Gean: A Câmara Municipal é um órgão independente, mas que tem ajudado a cidade a se desenvolver. Ser independente não significa ser contra. O dever do Legislativo é trabalhar junto com o Executivo para que os anseios da população se transformem em entregas.

Schettini: Qual o papel do vice João Batista Nunes em outubro?

Gean: O João é um grande parceiro. É leal e é qualificado para o local que está atualmente. Outubro ainda está distante. Temos muito trabalho antes disso.

Schettini: Quais as obras em andamento, neste momento, para melhorar a mobilidade?

Gean: São dezenas. Posso destacar a Edu Vieira, que está em obras com uma grande intervenção. Novas ruas se transformando em rotas da mobilidade, como a Rua do Lamin, em Canasvierias, a Cristóvão Machado, no Rio Vermelho, além de revitalizações importantes como a Madre Benvenuta, no Santa Mônica, a Rendeiras, na Lagoa, e a Ivo Silveira no Continente. É muita coisa.

“Todos os acontecimentos têm demonstrado inconsistências na operação”, diz Gean Loureiro (Foto: Lê Notícias)

Schettini: O senhor considera uma vitória o andamento da licitação para a construção da Marina?

Gean: Acho que a cidade teve uma vitória. A Marina é aguardada há muitos anos em Florianópolis e, agora, o processo está andando bem. Muita gente contribuiu, inclusive o Tribunal de Contas do Estado. Quando o projeto é bom para a cidade e está dentro da lei, a cidade se une para fazer acontecer. Fazia tempo que não víamos essa união.

Schettini: As discussões em torno da liberação de cassino ganha altura no Congresso. Florianópolis tem interesse neste tipo de atividade?

Gean: Enquanto prefeito, me atenho a legalidade. Se for uma atividade legal, gerar empregos e renda para nossas famílias, então não há porque a cidade não ter interesse.

Schettini: O Costão do Santinho é um lugar apropriado para um cassino? O que o turismo avança neste sentido?

Gean: O Costão é uma referência de turismo para o Brasil. Qualquer equipamento lá seria apropriado.


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