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ESTUDO E CULTURA

Irmãos de Xaxim conciliam intercâmbio com viagens pela Europa e África

Os irmãos também foram à Boca do Inferno, Cascais, em Portugal (Foto: Arquivo da Família Castaman) Os irmãos também foram à Boca do Inferno, Cascais, em Portugal (Foto: Arquivo da Família Castaman)

Por Vitória Schettini

O contato com outros países através de viagens e intercâmbios proporciona às pessoas experiências que resultam em independência, aprendizados e contribuem para enriquecer um currículo no acirrado mercado de trabalho. Os irmãos xaxinenses André Castaman, de 23 anos e Andressa Castaman, de 21 anos, estão tendo uma oportunidade como essa, de estudar em universidades da Europa, enquanto conhecem belas cidades e ainda fazem amizades com outros estudantes.

Andressa está estudando Moda na Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis, e através dos convênios com outras instituições de ensino ao redor do mundo, ela se inscreveu no programa Mobilidade Livre, na Universidade de Lisboa, em Portugal. Ela ressalta que estudou com pessoas da Itália, Espanha e pôde aprender sobre como funciona o sistema de ensino em cada país.

“É uma de troca de vivências. Além de conhecer pessoas de diferentes nacionalidades na universidade, também morei com uma italiana durante um tempo, uma francesa e uma alemã, foi muito bom poder compartilhar coisas da minha cultura e aprender um pouco mais sobre a delas, com cada uma aprendi um pouco mais. Era engraçado porque eu estava em Portugal e podia falar português, contudo dentro de casa, me comunicava somente em inglês. É uma ótima experiência! Fiz amigos da Bélgica, Alemanha, mas também conheci muitos brasileiros! Há muitos em Portugal”, destaca Andressa.

Já André estuda Engenharia Civil na Unochapecó e foi selecionado pelo Programa de Cooperação e Mobilidade Acadêmica, estudando agora na Universidade de Cagliari, na Itália. Ele explica que o contato com acadêmicos de várias nacionalidades proporciona amizades e incríveis trocas de experiências. “É sem dúvidas uma das melhores sensações do intercâmbio, fiz amigos de incontáveis países e pude conhecer um pouco de outros idiomas e culturas”, conta.

EXPERIÊNCIA

Estando fora do Brasil desde fevereiro de 2018, André Castaman fala inglês, italiano e tem noções básicas de espanhol. Ele volta ao território brasileiro em agosto deste ano e Andressa, que fala inglês, também tem noções básicas de espanhol e italiano, está em Portugal desde agosto de 2017, mas em razão de seu intercâmbio ter duração de dois semestres, retorna ao Brasil somente julho deste ano.

Eles relatam que o ano letivo funciona de forma diferente, com o primeiro semestre iniciando em setembro e finalizando em janeiro, o segundo começa em fevereiro e termina em junho. “Nós temos uma rotina de estudos parecida com a do Brasil, o que muda é que se insere nela todo dia um lugar diferente pra conhecer com novos amigos. Ccomo viajar é muito mais fácil e barato, conhecemos vários países e fizemos muitas viagens pela Europa”, completam os irmãos.
De acordo com André, a vivência em outro país causa uma intensa experiência cultural nos estudantes. “O choque cultural é muito grande mesmo eu sendo de família italiana. Quando cheguei aqui, mal falava o idioma e levou em torno de um mês para eu conseguir me comunicar”, revela ao LÊ NOTÍCIAS. Para Andressa, o período de adaptação foi muito difícil no início, mas logo se adaptou. “Essa é uma das partes mais interessantes e legais de morar fora, tive que aprender a lidar com muitas mudanças. E em cada país que visitei foi possível perceber as mudanças na cultura de cada um e suas particularidades. É incrível”, ressalta Andressa.

ENSINO SUPERIOR
De acordo com Andressa, o Bacharelado em Moda em Portugal dura três anos e, desta forma, ela teve a oportunidade de cursar algumas disciplinas do mestrado. “O mestrado se torna uma espécie de extensão da faculdade, enquanto que no Brasil a faculdade tem maior duração e é um pouco mais aprofundada. Decidi aproveitar a oportunidade de estar em outra universidade para fazer matérias, as quais não tenho acesso na minha do Brasil. Tive aula com professores muito bons e aprendi processos criativos diferentes. Simplesmente amei a experiência”, relata.

Nas palavras de André, na Itália, o Bacharelado em Engenharia Civil também tem duração de três anos. “Aqui, eu pude aprender diversos processos produtivos, materiais e critérios de projetos. Durante esse tempo, também estudei o processo de Cidadania Italiana e encaminhei todos os documentos, agora estou esperando a resposta do Ufficio Cittadinanza”, explica André.

Quanto ao intercâmbio, os irmãos ressaltam que foi único e repleto de aprendizados. “Foi impagável para nós, recomendamos muito a experiência. Criamos mais independência, aprendemos muito sobre nós mesmos e sobre o mundo. Passamos por muitas situações inusitadas, boas e ruins, e aprendemos com cada uma delas. Agradecemos muito aos nossos pais por terem nos proporcionado a oportunidade de viver tudo isso. Com certeza mudamos muito e voltaremos completamente diferentes depois desse tempo que passamos aqui”, finalizam André e Andressa.


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