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Justiça suspende júri popular de mulher acusada de matar criança em Xaxim em 2008

Por: LÊ NOTÍCIAS
15/08/2018 17:38 - Atualizado em 15/08/2018 17:39
Arquivo/LÊ Júri popular iria acontecer nesta quarta-feira (15), no Fórum da Comarca de Xaxim Júri popular iria acontecer nesta quarta-feira (15), no Fórum da Comarca de Xaxim

O júri popular que iria julgar, nesta quarta-feira (15), Z. de M., de 28 anos, acusada de homicídio e ocultação de cadáver de uma criança de dois anos, em crime ocorrido no Natal de 2008, no interior de Xaxim, foi suspenso antes mesmo do julgamento iniciar, quando o advogado de defesa nomeado, que até então não tinha conversado reservadamente com a ré, suspeitou da integridade intelectual em razão das respostas desconexas dadas às suas perguntas.

Sendo assim, o advogado se dirigiu à Juíza de Direito Vanessa Bonetti Hauphental, e solicitou, em questão de ordem, a suspensão do julgamento. A magistrada e o promotor acompanharam o advogado em nova entrevista e, a fim de evitar qualquer nulidade, a Justiça acolheu tanto o pedido da defesa de suspensão da sessão quanto o do Promotor de Justiça, que pediu a internação cautelar para evitar nova fuga.

De acordo com o Promotor de Justiça, Diego Barbiero, a questão da inimputabilidade já havia sido levantada ainda em 2009 pelo médico que prestava atendimento à detenta no Presídio de Caçador. Na época, a ação foi suspensa para a realização do exame; porém, a ré se evadiu e não foi localizada, o que motivou a retomada da ação em 2013. A ré já foi encaminhada, pelo município, a uma clínica de internação, onde, cautelarmente recolhida, aguardará a data de realização do exame; após, o julgamento será reiniciado.

DENÚNCIA

Segundo o Ministério Público, no dia 25 de dezembro de 2008, por volta das 15h30, Z. de M., então com 19 anos, em meio a uma festa familiar em comemoração ao Natal, privou da liberdade da criança de dois anos, com objetivo em obter indevida vantagem econômica com possível resgate. Ainda, de acordo com o MP, após o sequestro, a acusada manteve a vítima em cativeiro em sua residência, então ceifando a vida do pequeno por asfixia, segundo laudo pericial. Após o crime, o cadáver da criança foi ocultado em um local isolado, sendo encontrado em adiantado estado de putrefação.

REPERCUSSÃO ESTADUAL

Na época do crime, o caso teve repercussão estadualizada devido à crueldade com a criança de dois anos. O corpo do pequeno garoto foi localizado somente 16 dias após o sumiço, quando um agricultor localizou chinelos do menino e então foram realizadas buscas, encontrando-o a cerca de um quilômetro de onde havia desaparecido.

O jornal A Notícia, de Joinville, na ocasião, noticiou que o corpo da criança estava em um local de difícil acesso. O cadáver foi localizado em um sábado, dia 10 de janeiro de 2009, sendo enterrado no domingo, dia 11.

Na época, as investigações foram coordenadas pela então delegada da Comarca de Xaxim, Olívia Moretto Cândido de Souza, e a denúncia foi sustentada pela então promotora de Justiça da Comarca de Xaxim, Ana Cristina Boni.


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