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Polícia Civil deflagra nova fase da Operação Woodstock Condá em Xanxerê e Xaxim

Por: LÊ NOTÍCIAS
09/07/2019 15:32
PRF Apreensão de maio, na região de Rancho Queimado, tem vínculo com o crime organizado da região Oeste Apreensão de maio, na região de Rancho Queimado, tem vínculo com o crime organizado da região Oeste

A Divisão de Investigação Criminal (DIC), de Chapecó, com o apoio da DIC de Xanxerê, e outras unidades policiais da região Oeste, deflagrou na manhã desta terça-feira (09), a sétima fase da operação Woodstock Condá, revelando uma das maiores investigações já realizadas em Santa Catarina no combate ao tráfico de drogas.

O caso Woodstock Condá se desenvolve desde o início de 2018 e já contava com 32 pessoas presas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, posse e porte de armas de fogo, bem como formação e integração de organização criminosa. Além disso, no período ainda foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, que resultaram em diversas apreensões de drogas dos mais variados tipos, como maconha, cocaína, ecstasy, LSD e lança perfume.

Conforme organograma, as operações policiais que fazem parte do caso Woodstock Condá foram realizadas nos dias 10 de maio, 15 de junho, 28 de junho, 22 de agosto, 24 de agosto e 10 de setembro de 2018.

A última fase divulgada da operação Woodstock Condá ocorreu ainda em 10 de setembro de 2018, há praticamente 10 meses. Entretanto, o trabalho da DIC de Chapecó não parou, muito pelo contrário, a partir deste dia o caso ganhou ainda mais relevância, eis que as investigações atingiram indivíduos que podem ser inseridos dentre os maiores traficantes de drogas do País.

INVESTIGAÇÃO

Após meses de investigação, a equipe da Polícia Civil de Chapecó identificou uma organização criminosa com base em Xanxerê, responsável pelo transporte de armas de fogo e de toneladas de drogas ilícitas, parte das quais abasteciam os traficantes chapecoenses até então identificados e presos nas fases anteriores.

Inicialmente, foi identificado M. F. M., como um dos principais “operadores” do esquema e, logo na sequência, J. H., proprietário de uma grande transportadora na região, como fornecedor de recursos para o transporte de massivos carregamentos de drogas ilícitas desde o Estado de Mato Grosso do Sul até diversas regiões de Santa Catarina, especialmente a litorânea.

Ainda nos primeiros meses da investigação fora de Chapecó, foi possível identificar um dos caminhões utilizados no transporte de drogas, o qual foi abordado pela polícia do Estado de Mato Grosso do Sul no dia 1º de dezembro de 2018, enquanto retornava a Xanxerê, com posterior destino ao litoral catarinense. Na ocasião, foram encontradas, ocultas na carga de grãos, cerca de cinco toneladas e meia de maconha prensada, 1,2kg de cocaína e 1,65kg de “skank”, uma carabina .22 Magnum, uma espingarda calibre .12 gauge e uma pistola calibre 9x19mm, bem como munições de diversos calibres.

O caminhoneiro J. C. foi preso em flagrante em Caarapó/MS e o caminhão IVECO/Stralis com a carreta bi-trem emplacados em Xanxerê foi apreendido. Até então, J.C. não possuía nenhum registro criminal contra si e, no momento do flagrante, confidenciou ter sido contratado para a realização de seis viagens e que receberia como pagamento R$ 20 mil por cada serviço, bem como, ao final da última viagem, o próprio conjunto caminhão e carreta ficaria em sua propriedade.

Os meses de investigação anteriores realizados pela Polícia Civil permitiram já naquele momento comprovar que J. H. e M. F. M. eram os efetivos responsáveis pelo crime, na medida em que forneceram o caminhão, contrataram o caminhoneiro e organizaram o transporte da droga.

Além disso, também foram identificados outros possíveis integrantes da organização criminosa, dentre eles E. L. O., outro caminhoneiro que estaria agindo na condição de batedor dos grandes carregamentos de drogas movimentados pelo grupo.

A investigação se desenvolveu em sigilo por mais seis meses, quando foi possível identificar, monitorar e apreender no dia 1º de maio de 2019 outro um imenso carregamento de maconha, mais uma vez superior a cinco toneladas, comprovadamente de responsabilidade do mesmo grupo investigado.

Desta vez, a ação policial contou com a participação da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic), da Polícia Civil de Florianópolis, e da PRF, cujos policiais agiram para abordar o caminhão carregado na região de Rancho Queimado.

Na ocasião, além do caminhoneiro C. A. O., foi encontrado e preso em flagrante o investigado E. L. O., o qual estava realizando a função de batedor da carreta com um veículo GM/Cruze.

OPERAÇÃO DEFLAGRADA

Na manhã desta terça-feira (09), a Polícia Civil deflagrou operação policial para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, todos em Xanxerê e Xaxim. Dos mandados de prisão, dois já haviam sido cumpridos antes do início da manhã, outros três foram cumpridos no decorrer da operação e um segue foragido.

Durante a operação desta terça-feira, ainda foram presas duas pessoas em flagrante na posse de armas de fogo em situação irregular e apreendidos dois caminhões e respectivas carretas em relação às quais há suspeita de serem utilizadas na prática de crimes.

A operação Woodstock Condá se consagra como um dos maiores casos policiais de combate ao tráfico de drogas do Brasil, em sua sétima fase, chegando a 80 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão cumpridos.

Cabe lembrar que recentemente os 12 investigados da primeira fase do caso foram julgados em primeiro grau de jurisdição pela 2ª Vara Criminal de Chapecó, sendo em sua integralidade condenados a penas de 8 anos ou mais de reclusão.


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