Close Menu

Busque por Palavra Chave

Alesc - Sua Causa 2

Entrevista | Aurora não volta mais para Xaxim, o Plano B já está em execução, diz Mário Lanznaster

Por: LÊ NOTÍCIAS
16/10/2019 15:36 - Atualizado em 16/10/2019 15:45
Divulgação/LÊ Presidente da Aurora, Mário Lanznaster, concedeu entrevista ao jornalista Marcos Schettini Presidente da Aurora, Mário Lanznaster, concedeu entrevista ao jornalista Marcos Schettini

Entusiasmado com a ampliação da unidade Fach 1, em Chapecó, que dobrou o abate diário de suínos, pulando de 5.230 para 10.527 cabeças por dia, o presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini.

Comemorando os 50 anos da cooperativa fundada por Aury Bodanese, definiu o líder cooperativista como “uma pessoa excelente, que deu a arrancada, acreditou e foi um grande líder corajoso”. Ainda, falou da ausência do governador no evento em Chapecó com a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e enalteceu a potência industrial da Aurora.

Foi taxativo ao afirmar que as operações da Polícia Federal, como a Carne Fraca, foram injustas com o setor e pediu mais cautela para a classe não ser prejudicada.

Ao falar sobre a unidade de Xaxim, o presidente Mário Lanznaster foi enfático ao afirmar que a Aurora irá mesmo deixar a planta industrial, que iniciou os abates em abril de 2013.

Segundo ele, não houve acordo para compra do frigorífico e que o Plano B, de investimento em outro local, já iniciou. Confira a entrevista completa:


Marcos Schettini: A Aurora chega ao abate de 25 mil suínos por dia. O que essa produtividade significa?

Mário Lanznaster: Isso é muito bom. É uma história longa que a Cooperativa Aurora escreveu nestes 50 anos, num terreno muito fértil e muito bom, porque a vocação da região, como um todo, com descendentes de alemães, italianos, poloneses, enfim, são pessoas que querem trabalhar e produzir. São pessoas que querem fazer com que suas famílias melhorem cada vez mais, dando oportunidade para os filhos estudarem também. E aí, por consequência, vem melhor renda, a região melhora, a tributação aumenta volume e as prefeituras conseguem implantar a infraestrutura necessária para região.

Schettini: São investimentos milionários em um momento delicado da economia?

Lanznaster: Nós cuidamos muito bem do dinheiro, tostão por tostão. Nós não desperdiçamos nada, absolutamente nada. Cobramos isso dos nossos funcionários e dos integrados, e eles respondem muito bem. Às vezes o agricultor fica chateado pela exigência na assistência técnica, mas ele precisa disso e responde muito bem. Aqui tem investimento de R$ 268 milhões. Alguma coisa a mais será investida na área industrial de mortadela e salsicha. A partir de maio do ano que vem, daqui precisa sair 80 carretas de alimento por dia. É um faturamento fantástico. Pelo nosso planejamento estratégico, nós esperamos ter, no ano que vem, um faturamento mensal de R$ 1 bilhão, ou seja, fechar o ano que vem com R$ 12 bilhões.

Schettini: A ausência do governador, enviando o secretário da Agricultura e a vice-governadora, seria devido à turbulência da taxação de impostos dos defensivos agrícolas?

Lanznaster: O governador está tentando sanar todas as contas do Estado, aplicando mais ICMS em cima de alguns agroquímicos e etc, mas o caminho não é esse. Quanto mais tributos se jogar em cima das empresas, menos elas têm condições de produzir, porque a empresa precisa sobreviver também. Não é taxando mais os produtos que elas geram, porque queira ou não queira, o consumidor irá pagar a conta. O que tem que fazer é reduzir os gastos do Estado, dos funcionários públicos, fazer com que os funcionários públicos tenham os mesmos direitos dos funcionários do setor privado. Não pode ter nada de privilégio. Quem passa em um concurso público não é um super-homem, também tem obrigações e responsabilidades.

Schettini: O senhor avalia que a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foi injusta com o agronegócio?

Lanznaster: Foi muito injusta. Quem informou a Polícia Federal explicou para quem não entende do negócio. Não é com papelão que se faz salsicha. Muitos que não conhecem se questionavam “será que é isso que está acontecendo mesmo?”, mas não tem nada disso, isso é besteira. Às vezes, no telefone grampeado, pode ter escutado alguém falar “pode mandar papelão”. Mandar papelão para indústria é enviar caixa de papelão para fazer embalagem secundária. Não foram muito corretos não, tanto é que depois disso houve uma reunião com o Sindicarne para que maneirassem quando vão na imprensa falar alguma coisa. Falem as coisas certas e corretas para não prejudicar um setor como um todo.

Schettini: O que houve na questão da ilha de produção de Xaxim?

Lanznaster: Nós não nos acertamos com a Massa Falida na questão de valor. Eles sempre disseram que precisaria ser o valor apresentado pela avaliação da Justiça. Nós oferecemos um valor a menos e não deram bola, aí nós fomos cuidar do Plano B, que depois que começou não tem volta. Isso que aconteceu. Não houve entendimento. A Aurora não volta mais para Xaxim. Não tem como voltar, nem baixando o preço. Já estamos com o Plano B em execução, ou seja, terraplanagem e investimentos, etc.

Outras Notícias
Brasão

Fundado em 06 de Maio de 2010

EDITOR-CHEFE
Marcos Schettini

Redação Chapecó

Rua São João, 72-D, Centro

Redação Xaxim

AV. Plíno Arlindo Nês, 1105, Sala, 202, Centro