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Vieses e consensos | Fundo eleitoral e a hipocrisia dos caciques partidários

Por: Ralf Zimmer Junior
23/09/2019 10:26
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Com a prisão de diversos empresários de porte quando do estouro do “Mensalão”, a dinâmica do caixa dois eleitoral recebeu um forte “golpe”, ao depois com a “Lava Lato”, a torneira da qual jorrava apoio financeiro em troca de contratos e favores políticos foi apertada. Diante do conta gotas de recursos, sem a mão do empresário financiador e corruptor, apelou-se para o discurso da “equidade” na disputa eleitoral, o que se viabilizaria por um fundo público.

No discurso, defensável até a página dois ao menos, recursos a serem distribuídos de forma equitativa a partidos e candidatos e voltarem à sociedade na contratação das campanhas eleitorais. Contudo, na prática, ao ficar ao alvedrio das agremiações partidárias a distribuição dessas verbas, eis que surge de forma maiúscula a razão efetiva de se criar o fundo partidário: manter o “status quo”.

Em outras palavras, os caciques, a rigor, têm distribuído as verbas do fundo em sua imensa maioria àqueles que já gozam de mandato, desvirtuando assim o fundo, que deveria promover a democracia, para a promoção pessoal daqueles que mandam nas siglas. De outro lado, não bastasse tamanha hipocrisia e safadeza, há ainda aqueles que concorrem a cargo de Executivo e aparentemente “renunciam” a tais valores do fundo, que, em verdade, são direcionados a quem postula vagas no Legislativo que, por sua vez, faz campanha, com mesmo numerário, ao pretenso (é falso) renunciante.

Foi assim com Jair Bolsonaro e grande parte de seus seguidores. Aquele abriu mão para que esses gastassem, em seu nome, inclusive, evidente. Eis o maior problema do Brasil: deturpar qualquer ideia que pode(ria) ser boa. Em suma, melhor acabar de vez com fundo eleitoral e abrir o financiamento de campanha a todos, sem teto, bastando declarar. Assim nos Estados Unidos da América, cuja democracia tem servido de exemplo ao mundo, e é ovacionada pela “elite" tupiniquim.

Para finalizar, fundo partidário, da forma ainda que está, não dá! Verdadeiro rombo (ou roubo se preferires) institucionalizado! O último a sair, favor apagar a luz!

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