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Vieses e consensos | Ideologia, em meio à pandemia, é falta de noção mínima na quinta potência

Por: Ralf Zimmer Junior
19/03/2020 23:52
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Chama atenção no intermeio do mar de caos e mortes no mundo, termos ainda que lidarmos com o comentário irresponsável, fora de contexto, e reprovável do deputado federal Eduardo Bolsonaro, em relação à pandemia do coronavírus, querendo traçar um paralelo “ideológico” fora de hora, que serviu apenas para abrir uma crise diplomática com uma das maiores economias do mundo, e da qual dependemos para sobrevivermos nesta quadra histórica.

Ninguém desconhece que o governo chinês tratou de forma equivocada a questão do COVID-19, tampouco que lá surgiu o vírus, muito menos que se trata de um sistema de fachada (ou de alma), como preferires, comunista.

Mas o que isso importa agora?

Fato é, contudo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos países que já enfrentaram centenas de mortes por conta do coronavírus, estão mantendo diálogo cordial e cooperativo com os chineses por uma simples razão: ruim com eles, muito pior sem eles.

Também não é de hoje que a capacidade de superprodução deles se baseia em mão de obra semi-escrava. Mas, sejamos honestos, quem se importa numa crise mortífera dessa magnitude se a salvação de uma mãe, de um filho, provenha de kits Made in China?

Pois, então: o mundo está a necessitar de material hospitalar, máscaras e até vacinas (estão próximos e possuem capacidade produção massiva) chinesas.

Portanto, não é hora de levantar bandeiras ideológicas, políticas, muito menos ser ofensivo com quem precisamos cooperar para mitigar as mortes dos nossos.

Seria muito mais producente a quem tem um séquito de seguidores usar de sua influência de forma positiva, alertando, orientando, como proceder para evitar a proliferação da contaminação mortífera, e deixar comentários políticos, com ou sem razão, para o momento apropriado, que não é esse certamente.

Vou um pouco além, pergunto a você que está a pensar que os chineses merecem uma reprimenda, diga-me como, quando e quais as consequências? Ora, nosso maior parceiro comercial, que, ao lado dos EUA, são imbatíveis em qualquer contenda, e, o pior, pouco se importam para o resto do mundo, pois são gigantes que controlam toda humanidade, e nós, querendo ou não, somos os “controlados”. Não meus queridos, não há “punição” que possamos buscar impor sem que soframos consequências maiores que eles sofreriam. Admitir essa realidade imperiosa, literalmente, dói menos!

Deixemos para fazer bravatas contra ideologias, sistemas, após termos garantido nossa sobrevivência. A hora não é agora!

Termino parafraseando o Rei da Espanha quando se dirigiu a um ditador da América do Sul outrora: “Por que não te calas (ao menos por ora) Eduardito?”.


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