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Vieses e consensos | Corona antecipa 2022: Bolsonaro e governadores politizando até o ar que respiramos num campo em que não há auréola

Por: Ralf Zimmer Junior
26/03/2020 12:11
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Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro joga com os números.

A equipe dele faz uma coisa (autorizados por ele evidente), e ele diz outra.

Ao lançar nas costas dos governadores a paralisação da economia por conta do coronavírus ele trabalha com uma simples equação: só vai votar quem sobreviver. O mundo estará mais pobre, quem sobreviver também, sem dizer a massa que estará desempregada.

Em retrospectiva, pelos vieses naturais do pensamento, quem sobreviver vai acreditar piamente que teria sobrevivido independente da quarentena dos dias atuais, o que reforçará a narrativa de que Bolsonaro “estava certo”, e que “a culpa é dos governadores por terem parado tanto tempo, por isso estou desempregado, logo vou votar em quem sabe o que fala, Bolsonaro, 2022”.

De outro lado, o jogo também é pesado e não menos politizado (no pior sentido do termo!)

Doria (SP) e Witzel (RJ) sonham com o Palácio da Alvorada, e estão a creditar cada disparate que sai da boca de Bolsonaro à conta a ser cobrada em 2022.

Em SC, Moisés também endossa o coro contra quem o elegeu (não que não teria tal direito, mas é fato que em 18 era apenas um número, 17), de forma mais sutil, e nisso se ancora realmente na sua excelente medida de ter antevisto os fatos e antecipado a quarentena.

Acertou Moisés quanto à quarentena, contudo, quando politiza face a Bolsonaro não podemos esquecer (por dever de ser leal aos fatos) que ano passado mesmo Moisés optou por ficar ao lado de Bivar, que comanda o PSL e tem as chaves do Fundo Partidário, traindo, na visão de quatro deputados estaduais ainda na sigla, e uma deputada federal ao menos, Jair Bolsonaro.

Independente das medidas efetivas, seja no âmbito federal ou estadual, certamente fruto de recomendações doa respectivos corpos técnicos, o que sai dá boca dos governadores e do presidente na dá mais são que palavras em busca da construção da narrativa para o chamado “day after” (dia depois da crise).

Enquanto isso, Amoêdo espezinha Bolsonaro (mas também não demonstrou até então eventual ajuda humanitária ou ideia concreta, mesmo sendo um milionário do setor financeiro), a esquerda protesta, e a direita mantém o processo de fragmentação, ora pendendo para o centrão, ora para o colo de Jair.

Enfim, a dúvida que fica é se o ar está mais contaminado a essa altura pelo Covid-19 ou pelas narrativas eleitoreiras antecipadas. A interpretação é toda sua...


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