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‘Tenho sonho em ser prefeito de Joinville, mas não tenho ganância’, diz Fernando Krelling

Por: Weliton G. Lins
03/09/2019 20:13
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Em entrevista concedida ao colunista Weliton Lins, o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) falou sobre seu sonho em governar Joinville, mas foi cauteloso com as eleições de 2020. Ainda, falou da proximidade com o governador Moisés e com o prefeito de Joinville, Udo Döhler. Confira:

Weliton Lins: Qual é o seu sentimento em relação a disputa pela Prefeitura de Joinville? Até que ponto vale a pena e até que ponto não vale?

Fernando Krelling: Então, eu estou trabalhando como deputado, bem focado. Só que o meu trabalho está bem regionalizado. Eu foquei na nossa região, não estou fazendo loucura, não estou viajando o Estado inteiro, estou bem focado na nossa região. Principalmente a região Norte do Estado, e a nossa cidade de Joinville. Se acontecer uma possível candidatura, se optarem, se entenderem que eu possa vir a ser candidato a prefeito, eu não vejo problema. Mas, também entendo se não for. Se tiver outras pessoas também entendo, não tenho essa ganância por isso. Tenho um sonho de um dia ser prefeito de Joinville, pode ser 2020, 2024, mas eu não tenho essa ganância. Então se acontecer, estarei à disposição.

Weliton: Sua pré-candidatura foi colocada na última reunião. A presidente comentou sobre o seu nome...

Krelling: É até um nome natural pela questão da votação da última eleição. Então, eu sou um dos nomes do partido, mas tem outros nomes também, que eles estão avaliando. Mas a possibilidade existe, lógico, e se acontecer, estou à disposição.

Weliton: E o relacionamento com o governador Carlos Moisés, como tem sido?

Krelling: Bom, tem sido bom. Relacionamento bom.

Weliton: O senhor tem participado dos encontros que ele tem feito com a base governista? Se considera da base governista?

Krelling: Sim. Mas na verdade eu sou da base governista, me considero da base governista, falei que sou entre essa questão de situação, oposição, sou proposição. Coisas boas para o governo, para o Estado, coisas boas para o estado, eu estou sempre à disposição. Me considero base governista, mas as coisas que eu entendo ou posso entender que vão de encontro ao meu pensamento, e que vão contra o Estado, ou possam vir contra o Estado, aí eu posso ter posições diferentes né.

Weliton: Tens conversado com o prefeito Udo Döhler?

Deputado: Tenho, tenho conversado bastante.

Weliton: Ele fala alguma coisa em relação a disputa do ano que vem, se tem algum nome que ele deseja apoiar? Foi comentado o nome do secretário Danilo Conti também?

Krelling: Fala que existem os nomes. Fala que existe o nome do Roque Mattei, o próprio Danilo Conti, vereador Claudio Aragão, o próprio líder de governo, vereador Richard, e tem o meu também. Então, são nomes que estão à disposição do partido, e a partir do momento que o partido fizer escolha, claro que logicamente o prefeito também tem algum peso grande nisso né, nessa escolha do nome. Mas assim, nunca, “Fernando tu é o candidato, ponto”, não tem nada decretado, nada batido.

Weliton: Essa escolha se dá através de uma pesquisa?

Krelling: Acredito que sim. Acredito que será feira uma pesquisa, quem tiver mais condições. Uma pesquisa tanto quantitativa, quanto qualitativa, o que a população espera, o que a população quer.

Weliton: Quem o Sr. acha que será o próximo presidente do MDB de Joinville?

Krelling: Não sei ainda. Estão discutindo.

Weliton: Acredita numa chapa de consenso?

Krelling: Sim, sim. Acho que o MDB está também num momento no Brasil querendo fazer uma mudança grande, agora com o Pedro Simon e a Simone Tebet. Acho que seria importantíssimo tirar aquela corja, aquele grupo que destruiu um partido que sempre foi muito importante para o Brasil, batalhou pela democracia do país e realmente é necessária essa mudança lá no cenário federal. No cenário municipal eu acredito num consenso.

Weliton: Qual seria o maior adversário do MDB pra disputar a prefeitura de Joinville, já que poderá ir pra 12 anos comandando a cidade caso ganhe a eleição?

Krelling: Eu acho que a população ela mudou. Existe essa questão do voto partidário, mas a população vota muito na pessoa. Então, eu acho que independente se, por exemplo, não é porque o Fernando está no MDB, ou se eu trocar de partido amanhã, eu vou mudar meu perfil, minha característica, e não é isso. O Fernando é o Fernando. Se a população vai votar, muita gente vota na questão suprapartidária, vota na pessoa. Então acho que os adversários são os nomes que poderão vir a aparecer, por enquanto não tem nada certo. Você não consegue saber quem são os candidatos.

Weliton: Mas qual partido o Sr. considera o principal concorrente do MDB? PSD? PSL? PSDB?

Krelling: É como eu te falo, não posso avaliar por partido. Eu tenho que ver quem vem por esses partidos. É difícil, daqui a pouco um partido coloca um candidato lá que não tem um apelo, é difícil falar sobre isso. Depende do nome da pessoa que venha né. Por isso que eu digo, há política nova, política velha, existe a política, existe a política. Política bem feita e a política mal feita. Então, tomara que os candidatos que venham, sejam candidatos que façam uma política do bem.

Weliton: Como andam os trabalhos da CPI da Ponte Hercílio Luz?

Krelling: Amanhã (04) nós temos mais uma oitiva, então deve ir mais alguns meses aí, uns dois meses no mínimo para ter um encerramento do relatório.

Weliton: Toda a discussão termina até o final do ano?

Krelling: Sim, tem que terminar até o final do ano.


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