A Arte do Ser | O senso comum

Por: Xenna Gheno
06/02/2019 11:45
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Geralmente pela nossa limitação nos afeiçoamos e harmonizamos a um tom coletivo comum, e esse é a soma da qualidade da nossa educação e nosso nível sociocultural, ou seja, o senso comum brasileiro beira o patético. E esse tom coletivo afeta muito o nosso dia a dia, não apenas na evolução do nosso ser, mas principalmente na nossa qualidade de vida e o encontro com a majestosa paz interior. Passamos por eleições e as mesmas afloraram um tom de dualidade ancestral onde se lutava cegamente por uma bandeira e tudo que não fosse a mesma seria considerada inimiga e odiada. Passou o ano e continuamos no mesmo tom sem conseguir transcender o conflito e, pior, estamos nos habituando e gostando novamente desse perigoso tom vibracional onde idolatramos reis tolos e ideologias ultrapassadas.

Vemos junto a transformação tecnológica surgir personagens como Olavo de Carvalho (foto), o representante maior do senso comum que assombra a sociedade brasileira, e junto a ele vários youtubers com sede de fama e vaidade se apoiando em pautas que criminaliza professores, artistas e tudo que não fecha com seus ideais ultrapassados. E para fazer antagonismo a esses, outros patéticos se prendem a outros ideais também ultrapassados fazendo esse jogo de ofensas e alimentando likes e popularidade sem chegar a lugar algum.

Ignorantes e arrogantes, ambos semelhantes de extremos opostos. E assim aponta nosso futuro caindo de um lado para outro sem chegar a lugar algum. Pelo menos se fossem ignorantes e humildes sentiríamos uma ponta de esperança que da discussão lançada chegássemos a reais soluções para problemas graves que por milhares de anos se perpetuam em todas as sociedades. Esse apego perigoso por conservadorismo, socialismo e outros ideais faz com que estagnamos no tempo, destruímos o planeta e jogamos a culpa para moinhos de vento transformados em vilões. E essas ideias de culpa e medo que cegamente são compradas pelo senso comum está criando um tom harmônico destrutivo em todas as cidades brasileiras e se não despertarmos para sair desse tom que aprisiona, vamos continuar sem ver críticas construtivas, só ataques pessoais, não vamos ver elogios sinceros, só puxa-saquismo torcedor. Entender que não temos inimigos e sim somos humanos limitados buscando soluções sociais, é a chave para tirar o senso comum dessa arrogância aqui caracterizada por Olavo de Carvalho, mas como ele tem inúmeros “pensadores” de esquerda e direita estagnados nesse ponto infantil, e quando nos libertamos desse ego vaidoso dono da razão e abraçarmos nossa ignorância com humildade, vamos começar a caminhar em um mesmo tom para um caminho que construa um desenvolvimento econômico somado ao um desenvolvimento social.

Para evoluir teremos que sair desse tom confortável de culpar o opositor, devemos desconstruir nossas convicções ilusórias e deixar que o novo surja. Devemos construir uma moral ética que defende o direito de existir e pensar por nós mesmos, baseada em um respeito mútuo, e não essa moral moralista baseada em crenças limitantes e uma falsa propaganda de perfeição que cria margens a tudo que não for rosa ou azul.

Só vamos mudar coletivamente quando todos se libertarem dessas referências tóxicas e despertarem seu mestre interior, e terem como referência seu bom senso guiado por seus sentimentos nascidos da sua criança interior, essa muitas vezes destruída por uma falsa propaganda de maturidade que destrói esse coração puro e ingênuo que temos. Não deixe seus sentimentos e ao buscarmos construir esse ser em paz, que faz da sua vida uma vida valiosa, que faz da produção do seu trabalho um bem maior, vamos mudar nossa cidade, país, o mundo, hehehe. Mas primeiro se liberte do senso comum!


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