O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de divulgar suas projeções de crescimento para 2025, e os números trazem uma surpresa: a Argentina, historicamente marcada por instabilidade econômica e política, aparece com uma previsão de crescimento de impressionantes 5,5%. O Brasil, por sua vez, apresenta um tímido 2,0%.
O contraste é gritante.
A nação vizinha, mesmo envolta em polêmicas e desafios fiscais profundos, está adotando um modelo ousado de reformas e enxugamento da máquina pública. Enquanto isso, o Brasil continua preso à hesitação política, à falta de um projeto estruturado e, principalmente, à ausência de lideranças com coragem para enfrentar o status quo.
A analogia da "motosserra" pode parecer extrema, mas é didática: ou cortamos privilégios, ineficiências e estruturas arcaicas, ou continuaremos andando em círculos.
O mais preocupante é o vazio de lideranças. Às vésperas de um novo ciclo eleitoral, nenhum nome até agora apresentado inspira confiança de que teremos uma ruptura com a mediocridade administrativa. Seguimos sem ousadia, sem visão de longo prazo, e com um corporativismo cada vez mais enraizado.
Enquanto isso, outras economias emergentes avançam. A Argentina, com todos os seus riscos e contradições, escolheu um caminho. E está colhendo os primeiros frutos. O Brasil precisa, urgentemente, fazer o mesmo — com responsabilidade, é claro — mas também com firmeza e visão estratégica.
Caso contrário, continuaremos como estamos: mornos, lentos e cada vez mais irrelevantes no cenário global.
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