Por que tantos empresários brasileiros estão olhando para fora do Brasil? E por que o Paraguai entrou de vez nesse radar?
Não é moda, nem fuga: é estratégia empresarial racional.
O empresário brasileiro convive diariamente com o chamado “Custo Brasil”, que envolve alta carga tributária, complexidade normativa, insegurança jurídica e um excesso de obrigações acessórias. É um sistema que, muitas vezes, penaliza quem produz, investe e gera empregos.
Mas o debate não é apenas tributário; ele envolve a soma dos custos trabalhistas e operacionais. É exatamente aqui que o Paraguai chama a atenção, oferecendo regras mais simples, previsíveis e objetivas no campo do trabalho.
As férias, por exemplo, são proporcionais ao tempo de casa, começando com 12 dias e chegando aos 30 apenas após cinco anos de vínculo. Diferente do Brasil, onde o período integral é automático. Além disso, o salário mínimo é competitivo e não existe a lógica de depósitos mensais vinculados ao FGTS.
Os encargos trabalhistas são mais baixos e concentrados, sem a multiplicidade de adicionais e contribuições acessórias. O resultado prático é um menor custo por colaborador, maior clareza no planejamento de longo prazo e menos passivos ocultos em relações de trabalho menos litigiosas.
Quando somamos isso a um sistema tributário enxuto, com exportação de serviços sem IVA e regimes especiais de baixa carga fiscal, o cenário fica evidente. O Paraguai construiu um ambiente pensado para quem produz, enquanto o Brasil ainda insiste em um modelo que trata o empresário com desconfiança.
Com a chegada do IBS e da CBS, a pergunta deixa de ser apenas quanto se paga e passa a ser onde faz mais sentido operar, onde o sistema joga junto com o negócio e onde o planejamento é respeitado.
O mundo mudou e o capital é móvel. O empresário que pensa no longo prazo precisa olhar além das fronteiras. Planejamento hoje não é luxo; é governança, competitividade e sobrevivência. Quem entende isso antes, joga na frente.
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