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Fundação Logosófica | A vida sem esforço

Por: LÊ NOTÍCIAS
22/01/2024 09:27
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Etienne Boulanger/Unsplash

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

O escasso exercício da faculdade de pensar faz com que o ser, por gravitação de sua própria inexperiência mental, se incline para o fácil. Exemplo disso temos no indivíduo que, acossado por algum problema, assunto ou situação que o preocupa, corre habitualmente em busca de alguém que o resolva, livrando-se assim do esforço que a circunstância lhe exige; isso quer dizer que se vale da mente alheia, não da própria, para sair da situação.

Esta propensão debilita a vontade, pois inibe o ânimo e detém o pronunciamento de qualquer determinação que implique incorporar uma atividade maior ou mais importante do que aquela que se cumpre ordinariamente.

Sinal evidente de mediocridade – já que sob sua influência o indivíduo espanta ou rechaça tudo o que lhe demanda um maior uso de suas energias volitivas –, ela impede que se exercite a própria aptidão no prosseguimento de novos objetivos. A pessoa busca conduzir sua vida sem obrigá-la a maiores esforços, opondo-se por esse motivo até ao medianamente difícil e limitando ao mínimo o esforço pessoal.

Os seres propensos ao fácil estão ameaçados por uma vida de rotina

Seja por não se obrigarem a um maior rendimento de sua capacidade, seja por acovardamento ou indeterminação diante do fantasma dos inconvenientes, sempre estão prontos para rechaçar toda oportunidade de introduzir melhoras em sua vida.

São seres que carecem de aspirações e que, no caso de tê-las, as nutrem com ilusões, confiando ao acaso suas conquistas.

Nunca é conveniente facilitar em demasia pequenos problemas dos filhos, se se quer impedir que a propensão ao fácil apareça mais tarde neles, inabilitando-os para resolverem por si mesmos suas dificuldades e para procurarem maiores possibilidades de desenvolvimento na vida.

As energias que movem a vontade são geradas por meio do esforço e mínguam quando são tidas como desnecessárias. A propensão ao fácil tira força da vontade, porque a mantém pouco menos que imóvel, impedindo que o homem, em consequência disso, forje determinações que o conduzam a posições futuras mais vantajosas.

(Trechos extraídos do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, p. 183)


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