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Arte & manhas | Ainda sobre meus dotes culinários...

Por: Luís Bogo
08/06/2023 11:29
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Na minha última crônica, passei a todos a receita e a história e a receita do doce pé-de-moleque. Mas algumas leitoras, pediram que eu escrevesse, também, sobre o “pé-de-moça”, outro doce bastante popular.

Como não sou machista e tento agradar meus leitores (sempre que possível, e aberto a opiniões divergentes), passo a receita, antes de entrar em maiores considerações.

Primeiro vai a receita e depois a historinha: Coloque em uma panela amendoim descascado (1/2 Kg), açúcar e margarina. Vá mexendo devagar, com uma colher de pau, para que não queime. Quando estiver se transformando em caramelo, acrescente o leite condensado, até que tudo se desgrude do fundo da panela. Em seguida, despeje em uma forma e corte em pequenos quadrados antes que esfrie. Simples, assim.

A fascinação pelos pés femininos – pés-de-moça – está infiltrada na literatura mundial. No Brasil, José de Alencar escreveu “A Pata da Gazela”, mas a história mais famosa talvez seja a de Cinderela, que após ser abençoada por uma fada madrinha, deixou de ser serviçal de sua madrasta má e acabou por seduzir o príncipe que procurava a noiva ideal para se casar.

É claro que antes deste desfecho a moça passou por outros problemas. A madastra e suas filhas destroçaram seu vestido, sem que ela tivesse tempo de confeccionar outro. Chorosa e orando, foi para a janela do sótão, quando a fada surgiu e a vestiu com um lindo vestido, transformando esquilos e coelhos em cocheiros e ajudantes. Porém a avisou de que precisaria sair da festa antes da meia-noite, quando o encanto acabaria.

Ela chegou à festa exuberante. Logo recebeu todas as atenções do príncipe, mas teve que sair em desabalada carreira quando o sino bateu as doze badaladas da meia noite. Acabou por perder um de seus sapatos de cristal, que foi recolhido por um serviçal do príncipe.

O príncipe saiu em busca da amada. Embora muitas moças – inclusive as filhas da madrasta – tentassem provar o calçado, ele não se encaixava no pé de ninguém. E, após muita procura, pé e sapatinho de cristal acabaram por se encaixar perfeitamente.

O que quero dizer com esta pequena resenha?

Apenas que o amor é possível, mesmo quando parece impossível. De acordo com o anjo que me acordou agora há pouco, Cinderela calçava 37.


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