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Entrevista | Deputado estadual Ricardo Alba costura projeto para Brasília em 2022

Por: Marcos Schettini
10/06/2021 16:37
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Bruno Collaço/Agência AL

Deputado estadual mais votado nas eleições de 2018, Ricardo Alba se elegeu pelo PSL na onda do 17. Aliado do governador Carlos Moisés, o parlamentar de Blumenau concedeu uma exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e falou dos dois processos de impeachment que marcou a legislatura na Alesc e do cenário eleitoral de 2022.

Convicto dos aprendizados na Assembleia Legislativa, Alba segue as ideias do presidente Bolsonaro e se diz preparado para buscar um projeto rumo ao Congresso Nacional. Na entrevista, Alba ainda falou sobre democracia, urna eletrônica e afirmou que Daniela Reinehr foi “com muita sede ao pote” quando assumiu o cargo de governadora interina. Confira:


Marcos Schettini: Como o Sr. observou o impeachment do governador Carlos Moisés?

Ricardo Alba: O impeachment é, sempre, um processo político que ocorre quando as forças políticas não estão convergentes. Porém, quem não deve, não teme. Uma investigação dessas é desgastante, sim, mas passar por este tipo de processo amadurece politicamente as pessoas e acaba prestando contas à sociedade.


Schettini: Onde foi que ele errou e por que Daniela Reinehr não se configurou?

Alba: Houve dois processos de impeachment em curto período de tempo e isso prejudica o Estado, interrompeu decisões e ações. Acredito que o governador tenha pagado um preço alto pela inexperiência no jogo político – o que não quer dizer que outras opções não poderiam ser mais danosas ao Estado. Também penso que a vice-governadora foi com muita sede ao pote. Ela faz parte do mesmo time e este tipo de atitude não pega bem.


Schettini: Que cenário eleitoral o Sr. vê em Brasília para o ano que vem?

Alba: Pelo visto a eleição presidencial estará polarizada mais uma vez. A soltura de Lula e devolução de seus direitos políticos, fará com que o Brasil tenha duas opções muito claras: voltar àquele Estado de corrupção desenfreada que tira recursos da saúde, da educação e da infraestrutura dos brasileiros e leva nosso dinheiro para Cuba, Venezuela e outros países “alinhados” deste tipo de governante; voltar aos desmandos na Petrobrás, aos negócios mal feitos e escusos, às estatais que só davam prejuízo... ou permanecer neste novo caminho onde a corrupção não ganhou vez. Afinal, estamos há dois anos e meio sem uma única denúncia de corrupção contra o governo brasileiro. Isso fará a diferença.


Schettini: A democracia está ameaçada?

Alba: Não acredito nisso, mas é preocupante ver como algumas instituições estão sobrepondo às atribuições de outras, como parece haver uma deliberada ação para dificultar a governabilidade nacional.


Schettini: Por que os bolsonaristas negam a urna eletrônica? O Sr., que foi o mais votado, teria feito menos votos?

Alba: Não se trata de negar a urna eletrônica, mas de permitir uma aferição de votação em caso de necessidade. Acredito que a ideia do voto eletrônico aliado à impressão da escolha feita pelo eleitor, é muito mais transparente do que da forma atual. Não precisa ser esta ou aquela forma, mas as duas maneiras se complementando, dando ainda mais confiabilidade ao processo eleitoral. Não creio que eu teria feito menos votos com um ou outro tipo de votação. Mas o que a gente precisa se perguntar é porque o TSE, guardião das eleições, parece tanto temer a possibilidade de um voto auditável, conferível. Isso é que soa muito estranho.


Schettini: Quando se questiona a inviolabilidade da urna não é o cenário de derrota em 2022?

Alba: Não acredito que esta posição de voto auditável através da possibilidade de impressão do voto eletrônico seja uma questão de disputa eleitoral. Isso deveria ser um debate maduro sobre eleições ainda mais transparentes e confiáveis, no Brasil, para sempre.


Schettini: O Sr. disputou a Prefeitura de Blumenau por quê?

Alba: Porque muitos blumenauenses pediam uma alternativa às que estavam lá colocadas naquele momento. Político bom não tem medo de eleição, pelo contrário. Gosta da disputa, do desafio. Infelizmente a Covid trouxe um cenário desalentador às eleições, sem a possibilidade de uma campanha efetiva e com muita abstenção no dia da eleição. Este cenário todo favoreceu quem já estava no poder.

Schettini: Qual é o eleitor de 2022 em relação ao de 2018?

Alba: Em 2018, o eleitor queria mudança, queria tirar a esquerda do poder, queria novos ares para respirar. A onda Bolsonaro varreu Santa Catarina, elegendo muitos iniciantes na política. Penso que em 2022 esta busca pela renovação será menos intensa, mas ainda assim terá um viés que freará o crescimento da esquerda por aqui. O trabalho demonstrado pelos novatos terá que ser suficiente para garantir novo sucesso. Não haverá uma onda como aquela. Por outro lado, o eleitor vai avaliar mais a representatividade. Blumenau, por exemplo, que é a terceira maior cidade do Estado e é cidade polo de uma região com mais de um milhão de habitantes, não elegeu nenhum deputado federal em 2018. Hoje se ressente desta falta de representatividade.


Schettini: Passado todos estes abalos vividos na Alesc, qual é sua leitura sobre sua experiência na Casa?

Alba: Sem dúvida está sendo um tempo de muito aprendizado. Como presidente da Comissão em Defesa dos Idosos, como criador e coordenador da Frente Parlamentar do Vale do Itajaí, como primeiro secretário da atual Mesa Diretora e com tantas experiências vividas de forma intensa pelo ambiente político que se criou em Santa Catarina, aprendi muito. É verdade que minha experiência como vereador de Blumenau ajudava a ter uma ideia do que encontraria, mas aqui a escala é outra. Além disso, como tenho meu trabalho voltado à pauta municipalista, tenho viajado muito o Estado para conhecer as demandas dos municípios in loco, conhecer as lideranças locais e ajudá-las a melhorar a vida das pessoas lá onde elas vivem. É uma experiência gratificante.

Schettini: O Sr. pretende disputar qual espaço na eleição do ano que vem?

Alba: Esta é sempre uma construção que se faz partidariamente, levando em conta as perspectivas de outras lideranças regionais também. Afinal, ninguém é um candidato de si mesmo. Porém, não nego que estou preparado para representar minha região e Santa Catarina em Brasília. Acredito que é lá que o Brasil está mudando e pode avançar muito mais nesses próximos anos. Gostaria muito de poder colaborar nesta mudança para construirmos um país mais forte, mais honesto, mais justo e que isso se reflita no dia a dia dos brasileiros.


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