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Entrevista | Saudades de votar no 11, diz João Amin ao defender candidatura para governador

Por: Marcos Schettini
22/07/2021 17:01 - Atualizado em 22/07/2021 17:01
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Daniel Conzi/Agencia AL

Herdeiro de um dos sobrenomes mais tradicionais da política catarinense, João Amin concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e defendeu um nome do Progressistas ao Governo do Estado em 2022: seu pai, senador e ex-governador Esperidião Amin. Com o argumento de que está com saudade de votar no 11, o deputado estadual lembra que a última vez que o partido disputou o Estado foi em 2010 com sua mãe, a deputada federal Angela Amin.

Nadador e surfista, o pai de Maria Alice disse que não sabe se Esperidião irá disputar as eleições. “Confesso que não sei se ele quer, nem sei se ele vai”. Na entrevista, o parlamentar ainda falou sobre os investimentos estaduais nas rodovias federais, da importância da Reforma da Previdência e afirmou que deve ir à reeleição no ano que vem. Confira:


Marcos Schettini: Qual a questão entre governo federal e estadual sobre as rodovias de SC?

João Amin: A arrecadação estadual aumentou significativamente e algo surreal vem acontecendo: o Estado não tem projeto suficiente para investir. Em diversas áreas, por exemplo, na Educação, chegamos a não atingir o índice constitucional e o Estado comprou a sede da Oi (antiga Telesc) para tentar chegar ao percentual mínimo. Na questão das nossas rodovias também acontece o mesmo. Por falta de projetos, o Estado se disponibilizou a colocar recursos estaduais em obras federais, o que não é inédito. A Assembleia fez seu papel ao aprovar e incluir uma emenda do deputado Silvio Dreveck que exigia esse “desconto” na dívida do estado com a União.


Schettini: O Sr. fala em briga que prejudica as melhorias nas estradas. Quem se responsabiliza pelo quê?

João Amin: A reunião que fez com que o governador se dispusesse a colocar os recursos estaduais nas obras federais ocorreu em janeiro. Eu te pergunto o que aconteceu de lá pra cá para o Ministério e o DNIT começarem a - “tecnicamente” - escolher aonde e como serão investidos os 350 milhões de reais estaduais? Se isso for picuinha política, adiantamento de debate para sucessão estadual ou qualquer outro motivo político, eu não tenho como não afirmar que isso é um crime. É um crime uma briga política não permitir que obras tão importantes como a 470, a 280 e a 163 não avancem.

Marido da modelo Ana Gequelin, João Amin está no segundo mandato como deputado estadual (Foto: Daniel Conzi/Agência AL)

Schettini: A Alesc está com a peça da Reforma da Previdência. O que precisa ou não ser aprovada?

João Amin: Em 2015, eu tive a oportunidade de votar na Reforma da Previdência e agora fazemos uma nova discussão. Quanto mais dura for a reforma, mais tempo ela terá de validade e eficiência. O Congresso e o Governo Federal já fizeram a sua parte. Outros estados também já fizeram o seu dever de casa. Santa Catarina é reconhecida por sua economia forte e seu povo trabalhador. Quanto menos se modificar com emendas, mais tempo e mais equilíbrio econômico o nosso Estado terá.


Schettini: A aprovação não tira um peso morto das costas do cidadão?

João Amin: A aprovação vai fazer com que nossa saúde financeira estadual seja mais forte, nosso Estado possa se desenvolver cada vez mais e o governo consiga investir mais recursos nos serviços e na infraestrutura para o cidadão. A reforma não é pra um ou outro setor. A reforma precisa ser boa para os mais de 7 milhões de catarinenses.

Schettini: Qual é a reforma ideal?

João Amin: Aquela que preserve os direitos de quem tanto fez pelo Estado e permita que os serviços de Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura sejam mais bem oferecidos ao cidadão.


Schettini: O Progressistas tem a Secretaria da Agricultura e a liderança do Governo na Alesc. Vai ter candidato ao governo?

João Amin: Estamos fazendo reuniões regionais com todos os progressistas do Estado. É unanimidade entre nossos correligionários a exigência de uma candidatura. E também que se decida o mais rápido possível quem será, para permitir a busca de um vice, de um senador e o planejamento de um bom projeto para SC. A última vez que votei no 11 para o governo foi em 2010, estou com saudades disso e os amigos do partido também. Muitos falam de 2018, que nossa convenção decidiu por candidatura ao governo e dias depois nosso candidato a governador se “transformou” em candidato ao Senado. Para que isso não ocorra novamente, a decisão tem que acontecer o mais rápido para que possamos criar um bom projeto, com as melhores opções para nosso Estado.

Schettini: Se Carlos Moisés decidir ir para o Progressistas, o partido aceita?

João Amin: Esse assunto nunca foi discutido internamente. Nunca. Nem quem participa do governo levantou essa discussão. Se isso tiver que ser decidido eu espero que seja de uma forma ampla e transparente. Não de um dia pro outro, como foi a decisão de participar do governo. Eu te confesso que fui contra, mas acredito que seria “vencido” internamente sobre essa decisão de participar do governo. Aceito a derrota, só não aceito não discutir.


Schettini: Quem é seu candidato a governador e ao Senado?

João Amin: Meu candidato ao governo é o mesmo de 2018. Pra mim o melhor candidato que temos é o senador Esperidião Amin. Confesso que não sei se ele quer, nem sei se ele vai. E outra coisa, se ele estiver me enganando, não será a primeira vez... (risos). Mas se outro partidário for candidato vou pedir voto e trabalhar como sempre fiz. Em 2014, eu não queria votar no 45 para o governo, mas pedi mais voto para o Paulo Bauer e paro o Ponticelli do que muito tucano. Em 2018, eu era o único deputado estadual que torcia para nossa candidatura ao governo. Como isso não aconteceu, pedi voto para o Merisio e para o João Paulo até o final do segundo turno, diferente de alguns deputados do PSD que não se elegeram. Sou assim, brigo pelas minhas convicções, mas aceito a decisão da maioria e sou parceiro até a vitória ou derrota. Não é feio perder, feio é não tentar.


Schettini: O Sr. estaria na próxima composição majoritária?

João Amin: Sou candidato a deputado estadual.


Schettini: Qual seu caminho em 2022?

João Amin: Vou buscar a reeleição e tentar continuar ajudando o meu Estado.


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