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Entrevista | Rodrigo Coelho quer Bolsonaro reeleito e Fabrício Oliveira governador de SC

Por: Marcos Schettini
05/10/2021 17:11
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Reila Maria/Câmara dos Deputados

Liderança que tem conquistado um importante espaço político em Joinville, Rodrigo Coelho recentemente se filiou ao Podemos para desenhar um projeto eleitoral vencedor em 2022. Após virar a página de atritos internos com o PSB, que inclusive lhe tiraram da disputa municipal em 2020, o deputado federal concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e avaliou positivamente seu trabalho na Câmara dos Deputados. “É um mandato independente, focado no respeito ao dinheiro público e no resgate do protagonismo de Santa Catarina”, disse.

Com bandeiras claras de apoio às reformas que tramitam no Congresso Nacional, Rodrigo Coelho é um apoiador e defensor das ideias de Jair Bolsonaro, mas afirma que não precisa concordar com todas as falas do presidente. Confiante de que ainda há muito para ser feito em Brasília, o parlamentar deve concorrer à reeleição, num projeto que deverá contar com o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, como candidato ao Governo do Estado e Paulinho Bornhausen na disputa por uma cadeira no Senado. Confira:


Marcos Schettini: Qual sua avaliação atual do mandato? O que ganhou ou perdeu nestes três anos?

Rodrigo Coelho: A análise que faço do mandato é muito positiva. Tem sido uma experiência repleta de conquistas. É um mandato independente, focado no respeito ao dinheiro público e no resgate do protagonismo de Santa Catarina, além de ter bandeiras claras, como o fim dos privilégios e na aprovação de privatizações e reformas que se fazem necessárias ao nosso País, como a Previdenciária, Administrativa e Tributária.


Schettini: O senhor deverá ir a deputado federal novamente ou olha a Assembleia Legislativa de SC?

Rodrigo Coelho: Tenho a convicção de que disputar, novamente, o cargo de deputado federal é uma decisão que condiz com a vontade das pessoas que me elegeram. Ainda há muito para ser feito e acredito que posso continuar trabalhando pelo nosso Estado em Brasília.


Schettini: Qual a sua leitura sobre o comportamento do presidente Jair Bolsonaro. Ele é meio que desparafusado?

Rodrigo Coelho: Jamais. O presidente Bolsonaro é muito inteligente. Acima de tudo, o presidente é um líder, democraticamente eleito, e que sabe muito bem o que está fazendo. É uma pessoa honesta, que conseguiu montar uma equipe com excelentes ministros. Obviamente, que não concordo com todas as falas e comportamentos do presidente. Por vezes, alguns pronunciamentos e decisões poderiam ser repensados, até para evitarmos desentendimentos que podem prejudicar o país e a necessária harmonia entre os Poderes.


Schettini: SC dá apoio total, mas não recebe nada em troca. Por que manter uma relação tão desrespeitosa?

Rodrigo Coelho: Esse é um problema histórico. Santa Catarina é o 5° Estado que mais arrecada e apenas o 23° em retorno de investimentos. Nossas rodovias, em especial, estão numa situação muito precária. Mas, posso afirmar que toda a bancada federal catarinense trabalha muito para mudar essa realidade e garantir recursos que o nosso Estado precisa e merece.


Schettini: O Podemos possivelmente terá o ex-ministro Sergio Moro como candidato a presidente. Qual será a linha do partido?

Rodrigo Coelho: Em toda minha trajetória política atuei com independência, conduzindo minhas decisões no que seja melhor para a população. Hoje, a tendência do partido é que foque suas forças nas eleições de governadores, senadores e deputados. Acredito que o Podemos não terá candidato a presidente da República.

Schettini: Entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro, o senhor abraça qual deles no 1° turno?

Rodrigo Coelho: Pessoalmente, acredito que Sergio Moro não será candidato. Meu apoio será para a reeleição do presidente Bolsonaro.


Schettini: Qual o tamanho do Podemos em SC para exigir espaço na cabeça de chapa?

Rodrigo Coelho: Em Santa Catarina, contamos com ótimos nomes: nosso presidente Camilo Martins; o presidente de honra, Paulinho Bornhausen, que é nosso pré-candidato ao Senado; o prefeito de Palhoça, Eduardo Freccia; o prefeito de Blumenau, grande líder Mário Hildebrandt; o prefeito de Mafra, Emerson Maas e o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, que vem fazendo um belíssimo trabalho, sendo exemplo de resultados para todo o Estado e é o nosso pré-candidato ao Governo do Estado. O partido tem mantido conversas com outras siglas e tenho certeza que fará uma grande eleição ano que vem.


Schettini: Dos nomes a governador, qual seria o mais evidente entre Mário Hildebrandt, Eduardo Freccia, Fabrício Oliveira ou Paulino Bornhausen?

Rodrigo Coelho: Nosso pré-candidato ao Governo do Estado é o prefeito Fabrício Oliveira e o nosso pré-candidato a senador é o Paulinho Bornhausen, pessoas íntegras, competentes, inovadoras e que tem todas as condições para assumir esses cargos tão importantes.


Schettini: Joinville está completamente fora do contexto eleitoral de 2022. O que aconteceu com a cidade mais poderosa de SC?

Rodrigo Coelho: Não acredito que Joinville estará fora das eleições majoritárias de 2022. Claro que estamos vivendo uma troca geracional. Infelizmente, a morte prematura do maior líder político que já tivemos, Luiz Henrique da Silveira, criou um vazio político na nossa região. E em 5 anos, também tivemos o falecimento do Tebaldi e a não eleição de Paulo Bauer e Mauro Mariani. Mas, não existe espaço vazio na política. Estamos trabalhando muito para que Joinville volte a ser protagonista em Santa Catarina.


Schettini: O senhor foi contra Adriano da Catarinense em 2020. Qual é o desempenho dele nestes quase 300 dias de governo?

Rodrigo Coelho: Infelizmente, o meu ex-partido [o PSB] não me permitiu concorrer nas eleições de 2020. Optei por apoiar outro candidato. E democracia é isso. Faz parte. Mas, não me canso de repetir: meu partido é Joinville. Avalio como promissor o trabalho até agora realizado pelo prefeito Adriano Silva. É um jovem íntegro, determinado e que aos poucos vem carimbando o modelo de sua gestão.


Schettini: Qual o tamanho das emendas que o senhor entregou aos municípios? Quais as áreas?

Rodrigo Coelho: No total, já destinamos mais de R$ 101 milhões para Santa Catarina A maioria destas emendas garantem investimentos para os setores mais demandados pelos nossos prefeitos e vereadores: saúde, educação, infraestrutura, segurança, assistência social, turismo e cultura.


Schettini: A política decepciona ou estimula?

Rodrigo Coelho: Com toda certeza, a política estimula. Nosso senso de justiça, de verdade e luta se fortalecem quando praticamos a política do bem. Política é a união de forças para defender uma causa e fazer a diferença na vida das pessoas. É pensar coletivo. É dialogar.


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