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Entrevista | Coronel Armando dispara: grande mídia omite boas ações do governo Bolsonaro

Por: Marcos Schettini
06/10/2021 17:39
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Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Luiz Armando Schroeder Reis, coronel da reserva do Exército, é um dos deputados federais mais próximos de Jair Bolsonaro. Ambos foram formados na Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro, ainda nos anos 70 e em 2018 se consagraram juntos nas urnas. Devido essa proximidade, no final do ano passado, o presidente da República visitou a casa do parlamentar catarinense em Joinville.

Bolsonarista fiel, Coronel Armando concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e deu um relato de como observa o cenário nacional faltando um ano para as eleições. Convicto de que o presidente é perseguido pela grande imprensa, parte do Congresso Nacional e STF, o parlamentar afirma que os grandes feitos de Jair Bolsonaro não ecoam na sociedade, analisando que cria-se, durante 24h, narrativas para desgastar o governo.

Desta forma, foi taxativo ao criticar as pesquisas de intenção de voto que colocam Bolsonaro em posição de derrota em 2022. Ainda, falou sobre Jorginho Mello, futuro partidário, fusão entre DEM e PSL e democracia. Confira:


Marcos Schettini: O que o senhor apoia ou não aceita na postura do presidente da República?

Coronel Armando: Eu apoio a sua determinação e objetivos de transformar o Brasil sempre demonstrados em suas ações e palavras. Não podemos esquecer que o governo Bolsonaro recebeu um país com graves problemas, com uma pesada dívida, orçamento apertado, com obras paralisadas, estatais ineficientes, com uma máquina pública inchada, com a imagem desgastada pela corrupção dos governos do PT, necessitando promover reformas que deveriam ter sido feitas há muitos anos e que não foram feitas por falta de interesse político. O governo não tem maioria no Congresso e tem grande resistência de ministros do STF, que interferem nas ações do governo com decisões monocráticas, prejudicando a harmonia entre os Poderes. Alia-se a isso uma oposição ideológica e uma imprensa que torce contra o Brasil desde o início do governo, omitindo as ações positivas e criando narrativas 24 horas para desgastar o presidente. Convivemos com a pandemia que afeta a economia e com dificuldades que estamos superando, mas isso é esquecido. O “fique em casa”, “a economia a gente vê depois” foi um mantra e agora isso é omitido pela imprensa, assim como as dificuldades de outros países. Quanto a algumas situações em que se critica o presidente por suas palavras, cabe lembrar que ele é humano e, às vezes, se excede nos discursos, mas isso não pode superar a verdadeira imagem do presidente, um líder preocupado com a população e que quer transformar o Brasil.

Schettini: Ele incendiou o país em um enfrentamento desnecessário e, no estalar dos dedos, disse tudo o contrário. Por quê?

Cel. Armando: Inicialmente, não considero desnecessárias as ações do presidente em manifestar sua posição, apenas ele poderia ter sido, no discurso de 07 de setembro em São Paulo, um pouco mais moderado. O presidente não pode ser uma marionete no governo e, em especial, as ações dos ministros do STF têm afetado a harmonia entre os poderes. As manifestações do presidente Jair Bolsonaro são no sentido de poder governar com menos interferência de decisões do Congresso Nacional e do STF. A população vê e reconhece isso, demonstrando nas ruas o apoio ao presidente, mas espera que ocorram mudanças na relação entre os poderes. Em especial na atuação dos ministros do STF, que por meio de suas decisões monocráticas, muitas de cunho ideológico, praticam o ativismo judiciário. Considerando a situação econômica e política do país, o presidente, após avaliar os desdobramentos do 07 de setembro, decidiu mudar sua forma de atuação para angariar apoio político com a finalidade de poder aprovar medidas que garantam condições de recuperar a economia e reduzir a tensão nas relações entre os poderes, com isso recuperar o apoio popular. Isso ocorreu de forma muito rápida, causando estranheza em seus apoiadores, em especial, nos mais radicais, mas com certeza contribuiu para reduzir as tensões e ele será fortalecido politicamente no Congresso e mesmo nos embates com o STF.


Schettini: Ele vem caindo em todas as pesquisas. O senhor é um parlamentar que não acredita nas aferições. Por quê?

Cel. Armando: O histórico das pesquisas eleitorais no Brasil me leva a desconfiar das mesmas. Em 2018, os institutos de pesquisa induziram os eleitores com notícias, dando vitória da esquerda, que Bolsonaro não iria ao 2° turno e que se fosse perderia de qualquer candidato. Essas pesquisas foram conduzidas pelo Datafolha e Ibope, hoje Ipec, com nítidos interesses em não eleger o presidente Jair Bolsonaro. Isso ocorreu também em eleições estaduais. Sendo assim, as pesquisas devem ser vistas com reservas quanto a sua credibilidade e o poder de influência nos eleitores deve ser questionado. Quando apresentam resultados errados dizem que foi a opinião do eleitor e que a pesquisa refere-se ao momento, isentando-a de erros. Mas muitas delas tem objetivo claro de criar narrativas. A pesquisa que coloca Lula em primeiro lugar para candidato a presidente da República, podendo vencer no primeiro turno e que considera que Bolsonaro perde também do governador de São Paulo no segundo turno, não reflete o pensamento das ruas e pode e deve ser contestada.

Schettini: O PSL se juntando com o Democratas não é uma boa opção para sua reeleição?

Cel. Armando: Não vejo assim. Ao longo do mandato, com o racha do PSL, os deputados bolsonaristas foram perseguidos e afastados de comissões e outros cargos dentro do próprio partido. Com o tempo, alguns pontos das divergências foram superados, mas outros persistem. Nos faltou maturidade política para buscar soluções às divergências. A união entre o PSL e o DEM faz parte de uma aproximação para ter um partido próprio e uma candidatura única, que provavelmente não terá Bolsonaro. Será alguém da chamada terceira via, que ainda não existe. Acredito que, com a nova sigla, as lideranças do DEM devem comandar o novo partido, pois tem maturidade e estratégia política, agindo de forma unificada, enquanto nós do PSL não conseguimos isso.


Schettini: Se o filho do presidente está no Patriotas, não é um caminho para seu futuro político?

Cel. Armando: Pode ser, mas não acredito que o presidente irá ingressar no Patriotas neste momento. O ideal era o Aliança pelo Brasil ter sido criado em tempo de nos filiarmos e concorrer por ele. No caso do senador Flávio Bolsonaro, ele precisa de um partido para poder atuar nas comissões do Senado. Isso não quer dizer que o presidente irá para o Patriotas. Pela minha ligação com o presidente, devo acompanhá-lo para aonde for.

Schettini: Qual a experiência que o senhor tem desta primeira participação nas urnas. O que decepciona ou estimula?

Cel. Armando: Em primeiro lugar, tenho um sentimento de decepção por não conseguir fazer as mudanças que a população espera e deseja. Ao mesmo tempo, isso se torna um estímulo para continuar lutando pelas mudanças que o Brasil precisa. Desde o início, sabia que não seria fácil, mas não imaginava que a força do presidente da Câmara e dos líderes dos partidos fosse tão grande. Eles que decidem as pautas e o que será votado. Aos demais resta, na maioria das vezes, apenas votar o que está na pauta. Precisamos mudar o regimento interno da Câmara para realmente termos força.


Schettini: O senador Jorginho Mello é hoje o maior porta-voz dos interesses do Palácio do Planalto, mas SC não ganha nada com isso. Por quê?

Cel. Armando: O senador Jorginho Mello é um grande apoiador do presidente e tem sido um parlamentar leal e combativo no Senado, seja na CPI do Covid ou por meio de proposta de PL que auxiliam o governo, como o Pronampe, que veio ajudar os micro e pequenos empresários, garantindo recursos para manter as empresas durante a crise. O senador ganha com essa identificação e, com certeza, isso fortalece nosso Estado para negociações futuras com o governo federal. Vamos colher resultados ainda.


Schettini: O que são deputados selfies?

Cel. Armando: Não conheço esta classificação de deputados. Acredito que cada deputado deve ter noção do que deve fazer para divulgar seu mandato.


Schettini: Gasolina, alimentos, luz, salário defasado, tudo caro. Por quê?

Cel. Armando: A grande imprensa trata o Brasil de forma isolada, não comparando a situação de outros países que também estão com a economia em queda. Não podemos esquecer que o mundo está passando por uma crise econômica agravada pela pandemia, onde produtos sumiram do mercado e houve aumento de preços. O Brasil tem enfrentado essas dificuldades com programas de apoio às empresas e à população mais carente, contudo, somado ao problema da pandemia, temos uma crise hídrica e de preço dos combustíveis que não é culpa do governo. Se tivesse de conversar com o presidente, iria reforçar o que falo sempre: continue firme atuando em prol do Brasil, pois é isso que a população que o elegeu deseja. Também sugeriria melhorar a comunicação do governo para que as pessoas saibam o que está sendo feito de positivo, uma vez que a grande imprensa omite.


Schettini: O Exército é da Constituição ou do Palácio do Planalto?

Cel. Armando: O Exército Brasileiro, assim como as demais Forças Armadas, são instituições nacionais permanentes e têm sua missão constitucional definidas no art. 142 da Constituição Federal. E sua atuação respeitará a Constituição Federal.


Schettini: O resultado da eleição de 2022 será respeitado?

Cel. Armando: Sim, será respeitado. Apenas gostaríamos de ter uma forma de auditar a votação eletrônica de outra forma que não a proposta pelo TSE. Isso daria mais segurança aos eleitores.


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