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Entrevista | Jorginho Mello flerta com Angela Amin para compor majoritária em 2022

Por: Marcos Schettini
24/11/2021 17:54
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Edilson Rodrigues/Agência Senado

Respeitado pelo Palácio do Planalto, considerado um soldado leal ao Jair Bolsonaro, o senador Jorginho Mello chega ao fim do terceiro ano de mandato com uma sólida construção eleitoral para 2022. Com a entrada do presidente da República no Partido Liberal, o projeto em Santa Catarina ganha ainda mais musculatura, gerando ânimo e fortalecendo as negociações políticas para composições no ano que vem.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, o senador e presidente do PL em SC falou de sua defesa incisiva de Bolsonaro na CPI da Covid-19, apontando os argumentos que lhe aproximam de Jair Bolsonaro. “O presidente é sincero demais, mas esse é o maior defeito que encontram nele. Bolsonaro não é corrupto. Isso, para mim, é o mais importante”, afirmou.

Ainda, comentou da conversa que teve com a deputada federal Angela Amin (Progressistas) para compor uma chapa majoritária, mas garantiu cautela, afirmando que vai conversar com todos. Ao ser questionado sobre a relação de João Rodrigues com Bolsonaro, foi taxativo: “faço política de peito aberto, sem ciúme”. Confira:


Marcos Schettini: Quem é Jorginho Mello depois da CPI da Covid-19?

Jorginho Mello: O mesmo de antes, com a única diferença de ter conseguido uma projeção nacional maior. Fui contra a instalação da CPI, pois no meu entendimento esta CPI nem deveria ter acontecido. Nasceu com vícios, com viés eleitoreiro. Nós tínhamos que ter investigado alguns governadores e prefeitos que sumiram com dinheiro público, independentemente se na esfera federal, estadual ou municipal. Escândalo no uso de recursos públicos para o combate à pandemia infelizmente aconteceu em Santa Catarina, e nos envergonhou. Houve casos de corrupção em Estados e municípios, mas a CPI fechou os olhos para isso. A Comissão esteve empenhada o tempo inteiro em achar meios de incriminar o presidente Bolsonaro, mas não conseguiu.


Schettini: Por que o senhor defende um aloprado como Jair Bolsonaro?

Jorginho Mello: O presidente é um homem de combate, foi capitão do Exército. Ele tem seu jeito muito particular, fala o que pensa, e foi eleito assim. Então, ninguém pode dizer que ele mudou de postura, como fizeram alguns que se elegeram na onda dele, como fez o próprio governador de Santa Catarina. O presidente é sincero demais, mas esse é o maior defeito que encontram nele. Bolsonaro não é corrupto. Isso, para mim, é o mais importante. Estamos fechando o terceiro ano de governo sem caso de corrupção no governo do Brasil. Bolsonaro paga um preço caro por ter tirado de cena quem mamava nas “tetas” dos cofres públicos. Durante a pandemia, vários larápios tentaram dar golpes no Governo Federal, sem sucesso. Quando propus o Pronampe, o maior programa de crédito da história das micro e pequenas empresas, que emprestou R$ 62 bilhões e salvou cerca de 10 milhões de empregos no país, o presidente prontamente apoiou o projeto e sancionou. Então, Bolsonaro tem sido um grande aliado nas minhas lutas e eu tenho sido um grande parceiro. E olha que mesmo parceiro sou um dos que mais cobram do Governo atenção maior para Santa Catarina.

Schettini: O que Bolsonaro oferece à sua presença na chapa de 2022 a governador?

Jorginho Mello: Talvez a pergunta seja: O que nós temos o oferecer a Bolsonaro em 2022? Um dos meus objetivos para o ano que vem é justamente a reeleição do presidente Bolsonaro. Eu estou cuidando do meu projeto, construindo, agregando e fiz o convite para o presidente se filiar ao PL. Ele aceitou e isso me deixa muito confiante, já que o apoio à minha candidatura é algo natural e fortalece o projeto nacional.


Schettini: O senhor manda no Dnit em estadual. Quem é ele dentro dos interesses do cidadão?

Jorginho Mello: Quem afirma isso é você. Se eu tivesse metade do poder que dizem por aí que tenho. O atual superintendente do Dnit está lá porque é um homem técnico, um engenheiro de carreira do departamento. Eu só lamento o desserviço de divulgar e insistir em falácias como esta.


Schettini: Quando Bolsonaro incentiva a candidatura de João Rodrigues, o presidente está te traindo?

Jorginho Mello: Eu sempre digo que eu faço política de peito aberto, sem ciúme. A eleição do João Rodrigues em Chapecó foi com o apoio do PL. Ele tem uma boa relação com o Governo do Estado e muitos projetos para tocar na cidade. Eu acredito que o João irá apoiar um grande projeto em 2022.


Schettini: O senhor buscou a deputada Angela Amin para disputar o governo?

Jorginho Mello: Eu estive conversando com ela, sim. Devemos conversar com todos, com muito respeito. Eu vejo na deputada Angela muitos atributos importantes para compor na majoritária.


Schettini: Tem muitos projetos para o senhor construir o cenário de 2022. Qual é?

Jorginho Mello: Eu tenho construído o meu projeto há muitos anos. Dediquei minha vida para a política. Não há mais espaço para aventuras eleitorais. É isso que vou mostrar para a população.


Schettini: O PL quis cassar o governador Carlos Moisés. Por quê?

Jorginho Mello: O PL não quis cassar ninguém. Quem quis que o governador fosse deposto são as mesmas pessoas que hoje articulam e governam junto com ele. O partido apenas cobra onde foram parar os R$ 33 milhões e quem foi o responsável pela compra fraudulenta. A bancada cobra, pois é o que julga o correto. De minha parte, acho lamentável que algumas pessoas mudaram de opinião e se venderam, por verbas, cargos, interesses.


Schettini: Quantos candidatos a deputados federal e estaduais o senhor quer lançar?

Jorginho Mello: Nós estamos rodando o Estado e levantando nomes com qualidade e com potencial, são pessoas preparadas. Como o nosso projeto terá candidato ao Governo, nós pretendemos lançar a totalidade de vagas possíveis.


Schettini: O senhor trocaria a deputada Angela Amin por outro nome para disputar a eleição ao governo?

Jorginho Mello: Como eu já falei: a deputada Angela Amim tem atributos únicos. Mas eu não posso ter a pretensão de achar que eu é quem posso “escolher” ou “trocar”. Composição é acordo político.


Schettini: Fala do PL com Jair Bolsonaro e deputados da Alesc?

Jorginho Mello: É lógico. A entrada do presidente no partido animou muito a bancada e vários deputados que tem o alinhamento político conosco. O PL sempre esteve e estará de portas abertas para conversar.


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