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Paulo Afonso racha MDB pró Dário; Cooperativistas veem Lula avançar no campo; Adversários em entendimento; Gean finca o pé; Leandro Ribeiro chamado; Julio Garcia une tudo

Por: Marcos Schettini
14/01/2022 09:41
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Divulgação

Julio Garcia sabe como

Todos os deputados com cérebro normal, diagnosticados com uma existência de inteligência e capacitação política, reconhecem Julio Garcia um quadro perfeito para edificação de direcionamento e respostas. Não há vazios entre iguais e, por isso, o deputado estadual de Criciúma fala em linguagem de alturas e semelhanças, nem acima, nem abaixo. Sua postura de respeito pelos demais justifica-se no sentimento de harmonia que paira sobre os passos dados pelo governo estadual. Vão dizer que o filho de Hermozila Salles Garcia vai, lá na frente, traduzir em dúvida. Não vai. A sintonia entre ele, os parlamentares e o DNA de todos eles no comando da Casa Civil, fala em direção uniforme e hegemônica. Não existe futricas, fissuras, frituras. Ali não é o Jardim do Éden, mas também não a sala do diabo. 2022 é uma ida, sem olhar para trás. Se querem capitalizar pelo interesse de ruptura entre eles, é uma busca frustrada. Hoje, o mapa da mina tem local e identidade. Carlos Moisés entendeu que retrovisor serve para orientar para desviar de tropeços à frente e fazer ultrapassagens pela esquerda e direita. Sem trincar o para-brisa. Os prefeitos, vereadores, como todos, sabem disso. Cavalo esperto não espanta a boiada. Na foto, Julio Garcia, Orvino Coelho de Ávila e Michel Schlemper na Casa d’Agronômica, esta semana.


DIREÇÃO

A saída de Dário Berger do MDB vai abrir um pedaço da parede ulyssista em sua direção. A ala liderada por Paulo Afonso deverá se unir ao senador em favor de sua candidatura ao governo. O ex-governador tem inclinação declarada em direção a Lula da Silva. É o irmão de Djalma fazendo às vezes.


REAL

O efeito Lula da Silva não faz barulho apenas na ala Paulo Afonso Evangelista Vieira, mas na maioria do MDB. Os ulyssistas entendem que o metalúrgico do ABC já produz resultados reais nos setores operários e na agricultura. O cooperativismo de SC já sabe que perdeu o controle.


DESCONTROLE

As fileiras cooperativistas anti Lula da Silva já têm números assustadores de adesão dos agricultores à liderança do ex-presidente. É que eles olham para suas propriedades e veem máquinas compradas naquelas aberturas do passado, comparando com o presente.


ENTÃO

O cooperativismo é uma atividade forte em SC e teve direcionamento pró Jair Bolsonaro em 2018. Mas o homem do campo já faz comparação total com o passado. Neivor Canton, presidente da Coopercentral Aurora, está sentindo os efeitos da inclinação dos agricultores na direção contrária.


NÚMEROS

Dário Berger e seu setor político já sabem que vão olhar forte para o agronegócio, justamente por ter conhecimento da conversão do agricultor que não vê seus negócios prosperando ou créditos para investimentos. Os empresários do ramo já sabem disso nas aferições mensais.


BRECHA

Não é por acaso que Gelson Merisio olha a candidatura de Dário Berger com interesse. O ex-presidente da Alesc vê o senador como ex-MDB e produzindo palanque para Lula da Silva em SC. Carlos Moisés vai esperar o 2º turno para decidir e Jorginho Mello é Jair Bolsonaro. Diabo Loiro já vê uma fenda de retorno.


CONFIGURAÇÃO

Tereza Cristina foi a Chapecó sem nada e voltou para Brasília da mesma forma que saiu. Viu de perto as durezas da seca, a gritaria do homem do campo e os prejuízos. Mas sem produzir solução, foi em vão. Este quadro é mais um cálculo que o agricultor faz de 2018, que terá efeito direto em outubro.


BATUQUE

Gean Loureiro sabe que o tamborim vai silenciar no carnaval. Os sambistas conhecem o perigo de contaminação que pode sair da concentração na chamada do repenique. Ômicron é um adversário que só pode ser vencido pela vacina. As escolhas, não as escolas.


CORRERIA

Justamente por saber que a Nego Quirido vai ficar mais um ano vazia, o prefeito ilhéu vai atrás das vacinas para a Capital e Grande Florianópolis já olhando outubro. Quer ser o vacinador também das crianças. Gean Loureiro não está brincando de eleição.


ELE

Leandro Ribeiro, o advogado que assumiu o 1º pedido de impeachment de Carlos Moisés, está sendo construído para disputar as eleições a estadual. Vai explorar seus conhecimentos neste assunto e tirar dividendos do jogo político. Ele já ganhou o seu retorno efetivo para a SCGás, onde foi arrancado covarde e absurdamente.


VALOR

O advogado teve coragem sem igual ao carimbar seu nome no pedido de impeachment ao lado de Ralf Zimmer Junior. Depois disso foi asfixiado no seu trabalho e cercado em suas atividades. Foi útil em um momento e pisado no pescoço no outro. Agora querem que ele assuma a busca pela Alesc. Tem luz para isso.


SAPO

De príncipe dos olhos azuis, Leandro Ribeiro foi amaldiçoado. Cumpriu uma missão que, no final, tropeçou no contexto. Mas não deixa de ser competente e corajoso. Pelo menos mostrou suas iniciativas com abertura e transparência. Homem de postura e eloquência, valeu-se.


ERRADO

O pedido de cassação de mandato vulgarizou. Hoje não tem mais sentido utilizar de sua força constitucional para criar um ambiente de guerra. No âmbito da política, é ela mesma quem pune e salva. Carlos Moisés é um homem limpo que, por descuido, quase morreu.


SALVAÇÃO

Se foi a política quem levou o inquilino da Casa d’Agronômica a ver seu cérebro fritar, foi ela mesma quem foi a covalente. O processo político não tem cor, apenas interesse. O governador de hoje é um excelente em seus melhores.


PERDIDÃO

Raimundo Colombo tenta ocupar um espaço que era seu, mas não teve habilidade para produzir. Seu governo foi um alfabeto e calendário. Falou muito em tempo curto. Desprezou pessoas e prefeitos. Hoje faz o franco-atirador contra Moisés porque não tem o que fazer.


CAFÉ

Assim como JKB e Zé Dirceu foram civilizados para uma xícara de intenções, o mesmo deve ocorrer com Julio Garcia e Gelson Merisio na próxima semana. Se isso é uma verdade em construção, também é o retorno de Antônio Gavazzoni ao cenário. São mexidas do jogo eleitoral pró Carlos Moisés.


CHILIQUE

Há quem vai rasgar as próprias roupas em público como que indignado com a possível construção entre Gelson Merisio e Julio Garcia. Se for para buscar edificação do jogo dentro do projeto pró Carlos Moisés, a tese de apoio a Dário Berger é um segundo ato.


TUDO

No jogo eleitoral só não entra quem não é peça. Neste entendimento, os adversários de 2018 sentam à mesa e costuram as feridas a seco, dolorosamente. As desincompatibilizações vão abrir espaços que são preciosos para fazer abacate converter-se em banana.



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