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Entrevista | Família abre polêmica e denuncia esquemas do deputado estadual Bruno Souza

Por: Marcos Schettini
04/08/2022 14:37 - Atualizado em 04/08/2022 14:51
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Divulgação

Irmão do deputado estadual Bruno Souza, Arthur Fernandes vem mostrando documentos e revelando o comportamento que o parlamentar tem no dia a dia ao lado da própria família e as enganações e mentiras que escondeu durante sua passagem como vereador em Florianópolis e como membro da Assembleia Legislativa de SC.

O deputado estadual que se elegeu pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e depois migrou ao Novo para se mascarar como liberal, sempre atacou os demais parlamentares e abusou de denúncias vazias para acusar os outros gabinetes. Responsável por várias polêmicas como mentir que trabalha aos sábados e domingos, usa o gabinete para dar emprego a um leque de rapazes da qual ninguém sabe a função exata que cada um exerce a portas fechadas, Bruno grita pelos corredores, levanta o dedo acusando bancadas, faz um barulho tremendo.

Se vestiu de entregador de pizza para infernizar o secretário da Saúde em um período completamente delicado na pandemia, fica passeando pelo Estado e não tem um só projeto em favor dos catarinenses.

Agora, em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, um membro da família, do seu sangue, apresentou várias denúncias do comportamento vergonhoso que o parlamentar tem no seu dia a dia e com a própria família. Além de ganância, vive sob acusação de extorsão, de utilização de documentos falsos e uma série de operações suspeitas para fortalecer a rede de motéis a qual é proprietário. Fez mexidas para que ele mesmo vendesse bebidas alcoólicas com preços abusivos e impostos bem abaixo, justamente para favorecer seu negócio particular. Nesta época, a lei que baixaria o imposto do leite, emperrou nas votações justamente porque Bruno Souza queria os benefícios próprios. Entre várias pesquisas, foi eleito o pior parlamentar da história de SC.

Abaixo, Arthur Fernando Souza, conhecido como Arthur Fernandes, revela o perfil do irmão na qual não conversa desde 2007, quando iniciou a discórdia familiar de Bruno Souza envolvendo Arthur e os outros nove irmãos:


Marcos Schettini: Quem é Bruno Souza dentro da família?

Arthur Fernandes: Já faz mais de 10 anos que não tenho convívio com o Bruno, mas meu irmão mais velho, que é a pessoa mais próxima dele e seu parceiro nos negócios, afirmou-me em conversa gravada que “infelizmente, com o Bruno tem que ter uma garantiazinha”.

Schettini: Em que ele prejudicou seus irmãos?

Arthur Fernandes: Recentemente, em sentença proferida na ação judicial de n. 0012980-60.2008.8.24.0064, foi reconhecido que uma das empresas em nome do Bruno (Motel Dallas Ltda.) vem explorando, desde 2008, imóvel do qual minha irmã Lisane é coproprietária, sem que ela recebesse qualquer pagamento. A magistrada condutora do caso consignou que esta situação caracterizava “enriquecimento sem causa”, às custas de familiar. Em relação aos meus irmãos concebidos fora da relação de casamento (Carlos, Silvia, Cristiane, Djamille e Allan), Bruno participou e ainda participa de ilegalidades em conluio com meu pai e meu irmão mais velho para que aqueles não herdem qualquer patrimônio, sendo comum as práticas de doação inoficiosa, compra e venda de ascendente para descendente sem consentimento dos demais e simulação, todas vedadas pelo ordenamento jurídico.


Irmãos do deputado Bruno Souza o acusam de diversas fraudes (Foto: Divulgação)

Schettini: Ele sempre foi individual e nunca se importou com a família?

Arthur Fernandes: O que você acha, agora que sabe dos fatos supracitados?


Schettini: Viu o documento que saiu dele há alguns dias? O que tem de verdade naquilo tudo?

Arthur Fernandes: Eu já ratifiquei em minhas redes sociais boa parte do que foi denunciado na reportagem intitulada “Bruno Souza, o Herói Fake”.



DOSSIÊ DE ACUSAÇÕES:

Neste link, Arthur Fernandes compilou as denúncias contra o irmão Bruno Souza.



Schettini: Qual a relação dele com vocês?

Arthur Fernandes: Comigo e com meus irmãos concebidos fora da relação de casamento, nenhuma.


Schettini: Vocês têm uma discussão forte na Justiça. O que é?

Arthur Fernandes: Sim.As ações judiciai ingressadas contra o Bruno, meu pai e meu irmão mais velho, têm como alegadas causas de pedir, além das ilicitudes que já mencionei, ataques à honra, uso de documentos falsos, esbulho possessório, abuso de direito de ação e litigância de má-fé.


Schettini: Você já votou no Bruno Souza?

Arthur Fernandes: Nunca.

Schettini: Ele é um ser mentiroso? Por que você nunca denunciou?

Arthur Fernandes: Em execução provisória de sentença de n. 0001401-63.2012.5.12.0031, para evitar o pagamento de indenização milionária por fraudes trabalhistas, Bruno, às folhas 541, declarou ao Judiciário que não possui bens para apresentar à penhora, “devido à ausência destes”, em que pese possuir vários imóveis de grande porte e valor em seu nome.

E para fingir que não possui veículos, Bruno juntou uma certidão negativa emitida pelo DETRAN. Mas, no referido documento, o CPF informado não é o de Bruno. Em execução de sentença de n. 045.06.009413-8/002, movida contra a BAS Serviços de Hospedagem Ltda. (Motel Candelabro, de Palhoça), Bruno, ao ofertar impugnação na qualidade de representante da empresa, declarou que “é pobre, encontra-se desempregado, mora com sua mãe, não possui patrimônio penhorável”.

Quanto às denúncias contra Bruno, eu já havia começado a formulá-las em processos judiciais, contudo, como ele mesmo afirmou recentemente em suas redes sociais, “No Brasil, a chance de você cometer um crime e sair impune é de 95%”. Imagine então se o infrator for pessoa financeiramente e politicamente poderosa. Convido os operadores de direito, principalmente os membros das Corregedorias e do Ministério Público, a analisarem a ação penal de n. 0304314-11.2019.8.24.0064.

Vejam o que aconteceu após ao ajuizamento da ação e depois me digam se houve ou não completa omissão às graves ilicitudes narradas nos tópicos VIII, IX, X, XI, XII e XIII da inicial (conforme imagem acima), pela primeira vez noticiadas, e prematuro arquivamento do caso com base em premissa fática equivocada, mantendo assim o bom nome de meu irmão.

Aliás, foram nomeados pelo Juízo quatro defensores dativos para atuarem em favor do deputado Bruno e dos demais réus igualmente abastados, sendo determinado que a remuneração destes advogados será feita com verbas públicas, “paga via Sistema Eletrônico de Assistência Judiciária Gratuita”. Viva o Brasil!


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