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Entrevista | Pablo Cupani fala de geração de energia e dos novos desafios como presidente da Apesc

Por: Marcos Schettini
05/08/2022 10:48
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Apesc

Pablo Cupani Carena, diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, foi eleito em junho, por unanimidade, como o novo presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc). Cupani tem 44 anos, é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e funcionário de carreira da Celesc Distribuição S.A desde 2007.

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Marcos Schettini, Pablo Cupani falou sobre sua missão e os novos desafios de seu mandato na Apesc, que tem duração de dois anos. Ele afirma que continuará defendendo os interesses dos produtores de energia, promovendo eventos e debatendo com os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário na busca de entendimentos em matérias importantes que fomentem a geração de energia limpa e o desenvolvimento econômico de Santa Catarina. Confira:


Marcos Schettini: A Apesc cresceu bastante nos últimos anos, ganhando mais representatividade e novos parceiros. Qual o principal foco da nova diretoria?

Pablo Cupani: Nosso foco é em reforçar o setor de produção de energia elétrica nas mais diversas frentes de trabalho, seja hidráulico, solar, eólico ou biomassa. Hoje, na Apesc, temos em torno de 120 empresas e instituições associadas que atuam em múltiplas áreas, incluindo comercialização, projetos, construção, fornecimento de materiais, entre outros. Então o foco do nosso trabalho, como diretoria, é fortalecer toda a cadeia. É fazer um trabalho setorial, de forma que todos possam desenvolver e crescer, ampliando seus portfólios de projetos.


Schettini: Quais são os desafios já identificados para os próximos meses, não apenas na entidade, mas no setor energético?

Cupani: Temos questões regulatórias importantes. Por isso, nossa primeira ação foi promover um evento com participação do deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos/MG), relator do projeto de lei da Geração Distribuída (PL 5.829/2019), realizado em Florianópolis dia 27 de julho. O encontro foi realizado para tratar as questões junto ao Congresso Federal e ao que interfere na implantação dos projetos, além de assuntos associados ao licenciamento ambiental e à conexão na rede elétrica. Temos esses três grandes grupos de atenção – legislação, licenciamento e conexão – que hoje dificultam a implantação dos projetos.


Schettini: Eventos como este realizado recentemente em Florianópolis também auxiliam na consolidação da Apesc e, consequentemente, na atração de mais associados?

Cupani: A proposta de realizar com assiduidade reuniões de trabalho e, eventualmente, trazer um tema ou um palestrante, fortalece o segmento e dá a oportunidade dos associados se encontrarem. Existe um network, uma força e uma conexão ampliada quando os associados se encontram presencialmente, seja em um auditório, um almoço ou coffee break. Portanto, esta proposta de encontro é para fortalecer aquilo que já existe entre o grupo, além, claro, de criar condições para ampliar o número de associados e continuar fazendo a Apesc crescer como merece.

Schettini: Você que já tem uma carreira consolidada na área de energia, enfrenta esse desafio de que forma? Como a sua experiência profissional pode contribuir com a sua atuação frente à Apesc?

Cupani: O setor elétrico, no qual atuo há pouco mais de 20 anos, deu a oportunidade de conhecer várias pessoas e muitas demandas diferentes. Hoje, há a possibilidade de unir alguns pontos, fazendo pontes entre pessoas, projetos, instituições e regras. Através de pontes e do diálogo, escutando aquilo que o associado tem como dificuldade, poderemos construir soluções. Talvez o desafio seja esse, ampliar sempre o diálogo e fortalecer pontes e contatos entre pessoas e instituições para que possamos evoluir juntos.

Schettini: Para continuar crescendo você acredita que a geração distribuída deve ser o foco do Brasil nos próximos anos?

Cupani: O setor de energias renováveis é um caminho sem volta. O mundo todo já vem adotando e mostrando sinais muito claros da sua importância, tanto em termos de políticas, quanto em indicadores e conceitos que são aplicados hoje no mundo corporativo, onde o meio ambiente tem, cada vez mais, um peso importante nas tomadas de decisões e, sobretudo, na capitalização dos projetos. Sabemos que o financiamento dos projetos vai depender muito mais das questões ambientais e de como a organização cuida de tais questões. Então, a geração distribuída, dentro deste contexto, é energia limpa, renovável, é uma oportunidade de injetar na rede elétrica aquilo que tem um valor enorme, que a energia com menor impacto ao meio ambiente, ao passo que podemos desconectar fontes antigas, caras, onerosas e que trazem prejuízos ao sistema.

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