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O aumento de feminicídio; A violência dentro e fora de casa; MPSC age e o Estado ignora; Assassinato de mulheres e o Capitalismo

Por: Marcos Schettini
25/03/2026 11:40 - Atualizado em 25/03/2026 11:42
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Violência, perseguição e ódio no útero do capitalismo

Embora toda a luta de valentia de Vanessa Cavallazzi, mulher alta, firme, corajosa, mostrou o mapa do terror, macabro e doentio de uma sociedade em declínio. A apresentação ontem no MPSC, na competência da sua espetacular equipe feminina, sabe que o nascimento do termo Red Pill, entrou firme em uma lâmina masculina no Brasil, não muito longe no calendário, fortalecendo-se na misoginia, quando cassaram Dilma Rousseff por uma pedalada, não havia motivo de corrupção. Mulher que venceu defendendo as mulheres, com políticas públicas que foram impressas em sua presidência, foi alvejada pelas parlamentares da direita. Quem estava na edificação do golpe, quebrando a espinha da Democracia, foi um grupo de mulheres que não se sentiam representadas na PRESIDENTA. Caso isolado? Nunca! A perseguição à presença feminina, ao longo da história, sempre foi de fortalecer sua submissão às vontades masculinas na cama, mesa e banho. Ganhou ainda mais força quando um presidente desrespeitoso, nunca aceitou ser confrontado, fortaleceu a violência, empobreceu ainda mais os pobres no fortalecimento dos ricos. O mesmo que ganhava salários para comer gente. As redes sociais, anti-educativas, jogam na discriminação, separação entre feias e bonitas, sucedidas e tropeçadas, ricas a pobres. Daniel Vorcaro, comprando belezas com bilhões de reais, jatinhos, festas em castelos e lugares cinematográficos, diz. O capitalismo idealiza a submissão ao dinheiro e ao que ele compra. E, as mulheres são o alvo. Na periferia, a insegurança de si, da convivência familiar, do poder destrutivo de não conseguir, a firmeza da cachaça no bar do Tião e seus efeitos alcoólicos na mão violenta que chega em casa e não ter nada de uma existência vivida, falta de sexo entre o casal, a marmita vazia, o salário corroído a zero, edifica a dor. A violência contra a mulher é a consequência da produção perfeita do caos, da desordem de felicidade, da psicologia frágil e de uma vida sem chão. A libertação da mulher é no combate ao sistema que a aprisiona, é não se aliar às inverdades da extrema direita, vencedora dos enganos e da ilusão. A mesma que é reprimida em sua sexualidade, provocando o ideal de família tradicional, nos horrores do aumento de feminicídios, é aquela que provoca o debate ao contrário e passa a imagem do lar perfeito e da mãe aceitante, impresso nas representantes parlamentares que assumem a poderosa presidência da Comissão de Constituição e Justiça, por exemplo, para sufocar os direitos da empregada doméstica. Exatamente a maior vítima dentro e fora de casa. Ela, a deputada, assume-se neste estereótipo de militarizar a educação e ver, em SP, um coronel matar sua esposa, uma soldado, covardemente e não falar nada. É esta mesma patética representação feminina, deputada com rostinho de madame, que quer ser senadora e, lá eleita, continuar sua destruição dos direitos da Mulher. Pode ser eleita e, pior que isso, com os votos da mulher, uma futura defunta, e o voto do homem, aquele que mata. Perfeitamente lindo. Parabéns.


ATITUDE

Vanessa Cavallazzi apresentou ontem pela manhã um mapa macabro da dor, perseguição, terror, violência psíquica e física, a soma do assassinato silencioso e gritante do feminicídio.



DOR

Não é apenas a falta da mãe, filha, irmã, alguém que foi amada e que, assassinada covardemente, não deixou mais um número, mas uma história nunca sarada, sem cura. Muito pela distância do Estado.


CRIME

A Lei Maria da Penha é apenas uma forma de proteção que busca garantir algo que, pelo crescimento das mortes, não tem funcionado. Com apenas 19,7% de medida protetiva, não tem resolvido.


MEDO

Ao não romper a sequência de violência, denunciar à polícia, permanecer ao lado do criminoso que mata no tempo a que sujeitou sua vítima, decide ser Deus de tirar o sonho de tudo e todos.


ESTADO

A forma de proteção, seja ela qual for, pela presença das forças de repressão ao crime, valem pelo percentual, não pela eliminação. A rota, ideal, é Educação em todos os níveis.


CAPITALISMO

O assassinato de mulheres, muito pela propriedade do corpo e conceitos red pill, em todas as direções e circunstâncias, diz do sistema. O mesmo que coíbe, não resolve o mapa da trilogia do feminicídio.



RUPTURA

Friedrich Engels em a Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, expõe as consequências da evolução do Homem dentro de suas limitações de compreensão de classe e, por isso, escravo.


ESCRAVO

Para patetas, o tema sempre é cansativo e, longe de entender que eleição é o aprimoramento ou não do sistema, jamais vai entender que a violência contra a mulher, âmago entre outras destruições, saem do útero do Capital.


ESQUEÇA

B.O., Medida Protetiva, Separação, Processos, não resolvem. Para educar os Homens, inclusa a mulher, é preciso Educação. A exclusão, em todas as direções, não permite o deixar ir. A liberdade de escolhas.


PATÉTICO

A imprensa noticia e se exclui de elevar o debate da luta de classes, onde reside todo o mal de existência e convivência. A violência contra a mulher é, em igual, contra a humanidade. As redes sociais contribuem.



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