A história do MDB por ela mesma
O partido de Ulysses Guimarães, de líder máximo da oposição à Ditadura Militar, casa de abrigo de líderes cassados ou perseguidos, com força para dominar o país, comandou quase 100% dos estados e, incrivelmente, nunca chegou à Presidência. Por quê? Joga duplo. Nunca foi vice de FHC, Lula da Silva ou Dilma Rousseff. Enganou o Bom Velhinho, Orestes Quércia e, antes disso, o racha para a criação do PSDB. Nunca se assumiu ideologicamente e, amadurecido naqueles 60 anos que diz sustentar, ganha as presidências da Câmara e do Congresso Nacional mas, fora isso, apenas. Não defende as bandeiras às quais foi condenado durante o pau-de-arara e, por isso, vê-se sucumbir ao longo das eleições. Hoje, serviçal da direita, com nomes estranhos às lutas que matou e enterrou, vê um futuro fragilizado. Prefere tomar o café cuspido na sala de estar da direita que mata aos poucos a sangrar pela honra que construiu. Não é mais um partido há anos. Apenas uma sigla esfarelada, com hematomas dos chutes no estômago e na cara que se sujeitou a receber. Por isso, dividido entreS aS direita de PL e PSD. Seu lugar, até depurando-se destas células podres, seria ao lado de quem saiu vivo das salas de torturas. Prefere vergonha à coragem, submissão ao nascedouro, curvar-se à espada levantada. Um grande partido que pode sair da UTI para liderar a campanha. Um final agonizante que, por isso, gera escolhas para qual a melhor guilhotina da direita, seja do PSD, decapita com mais sabor.
JOGO
À exceção de Ivete da Silveira, cuja vida pública foi incluída e construída na pessoa de Little Jorge, foi elevada à chapa do Senado por suas mãos, os demais podem vacilar, por acaso, se houver 2º turno.
FATO
Ivete Appel é de Joinville, foi senadora no projeto de Little Jorge quando, esquecida no governo do PSD, pelos deputados federais e estaduais até 2018, fazia tricô para os netos. Ele percebeu e fisgou.

REAL
Ivete Appel é uma mulher cansada, no máximo uma presença. No Congresso, é a Gasparzinho. Sua idade exige atenção e, sabe-se, após terminar o mandato, retorna ao tricô e à série de Monteiro Lobato.
EXCITANTE
Fernando Krelling, Jerry Comper e Valdir Cobalchini, donos de seus mandatos, seguem a lógica do Poder excitante que pisca com toda a sede da pós-donzela de 18 anos que ignora um PSD sem os mesmos cm.

FATO
Se houver 2º turno, pode ou não ocorrer, tomam uma posição que, já com seus mandatos garantidos, podem construir a força de espaço que buscam no 2º governo Little Jorge ou em quem for disputar com este.
RACIOCÍNIO
Não apenas Cobalchini, deputados estaduais e prefeitos dissonantes que jogam nesta homossexualidade eleitoral, olhando para Little Jorge, Caboclo de Nonoai e Diabo Loiro, é um cacoete do MDB.
CERTÍSSIMO
Carlinhos Chiodini se sente enganado por Little Jorge e sua gana aguça vingança eleitoral. Fez o maior e insuperável encontro do MDB da história partidária que realizou em BC para, depois, sair rejeitado.
CAMINHOS
Valdir Cobalchini, Jerry Comper, Fernando Krelling, Ivete da Silveira, um leque considerável de prefeitos, vices e vereadores, não acreditam na vitória de Caboclo de Nonoai. Para eles, o filho da dona Célia vence no 1º turno.
POIS
Com o MDB disputando ao lado de Little Jorge, tem garantias de Poder. Com Caboclo de Nonoai, dúvidas de chegada. À medida que tomasse coragem com Carlinhos Chiodini ao governo, 2º turno teria mais poder de ganhos.
RISCOS
Se Little Jorge vencer a eleição, muito mais no 1º turno, o MDB de Carlinhos Chiodini esvazia-se. O nível de rebeliões sobe ao nível de força da célula rebelde de Cobalchini, Jerry Comper e Fernando Krelling.

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