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PL faz a Convenção Guinness; Coroação Marilisa Boehm; Fabio Schiochet sobreviveu; O emprego direitista no voto de esquerda

Por: Marcos Schettini
03/08/2026 12:20 - Atualizado em 05/08/2026 12:57
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Primeiro o emprego, depois a ideologia

Dentro da coligação de direita, seja do PL ou PSD, há muitos eleitores de Lula da Silva. São aqueles que têm consciência política até pela origem simples. Sabem discernir necessidade do trabalho e a discrição do voto, as injustiças que viveram, distantes das facilidades que o Poder oferece, tempo para passear, comer bem, comprar roupas, ter um padrão de vida que o setor público oferece. Se muitos têm que se calar, ficar em silêncio, engolir absurdos como os ataques contra mulheres, negros, trabalhadores, à ciência e ao modelo democrático, o poder do voto é a pessoa cara a cara com a urna. Se não declaram voto e ficam levantando cartazes com fotos de seus algozes, aqueles que massacram a vida de seus familiares e amigos, olham-se no espelho pela manhã e durante o dia, lembram dos absurdos vividos, do sofrimento qual se escondem, tudo em nome do salário. São obrigados a se sujeitarem para preservar a própria sobrevivência, o emprego, a amizade. Manter o padrão de vida que mostram no dia a dia, longe da realidade de um trabalhador que chega cansado à noite, não pode tomar os vinhos glamourosos que o cargo oferece, a boa mesa, os restaurantes, as companhias que o macacão de graxa, o avental de limpeza, bater cartão nos horários estabelecidos, não alcançam. Por isso, e apenas, a ilusão do Poder que chega é o mesmo que desaparece quando é seu tempo. O voto, sagrado e cheio de energia, poder de modificação de uma vida miserável para a Cidadania plena, é pessoal e intransferível, vale o mesmo peso para o milionário e para a mulher da limpeza, para o traficante de armas e drogas e ao borracheiro ou o coletor de resíduos. Tem mesmo valor para o Rockefeller e o Tião, a Valentina e a Chiquinha que foi condicionada a, sem reclamar, lavar a roupa de todos eles. É fácil enganar e cobrar a mesma seriedade que nunca ofereceu. O eleitor que é chicoteado até sangrar e que lambe as lâminas do couro quando vota em quem lhe oprime, é o mesmo que vive às custas deste mesmo povo que lhes paga o caviar nas sextas-feiras de festas que seus pais jamais tiveram e, inocentes, destina seus votos para quem pisa em seus pescoços.


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MEXIDA

Seja na convenção do PL de Little Jorge ou na do PSD de Caboclo de Nonoai, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado marcaram presença. Por ser um estado patético, de trabalhadores sem consciência, é ideal.



DISCRETA

Marilisa Bohem, a encantadora vice-governadora que consegue aparecer escondida, respeitando a autoridade da nova chapa, vai assumir como titular na renúncia que Little Jorge fará após a afirmação da vitória.


PLENA

A delegada Marilisa passou a vice-governança em plena discrição e leveza. Uma mulher de presença impecável na condição a que se sujeitou. Nunca contrariou ou gerou desconforto no titular.



MOTIVADO

Carlinhos Chiodini jogou forte ao construir a ida do MDB para a coligação do PSD. Esqueceu a indiferença recebida em 2024 nos apelos para que Osmar Teixeira, candidato a prefeito, o apoiasse.


CORAÇÃO

O gesto de Carlinhos Chiodini em abraçar o PSD de Caboclo de Nonoai em 2026, mesmo ignorado em 2024, mostra muito do presidente do MDB. A eleição em Itajaí, embora os resultados, poderia ter outra lógica.


LÓGICA

Da mesma maneira que o MDB é importante para o PSD de Caboclo de Nonoai mostrar força na coligação, Carlinhos Chiodini buscou em 2024 em Itajaí. Como ninguém sabe, ter Osmar Teixeira de vice, mudaria o resultado.


NÚMERO

Diabo Loiro começa a reagir positivamente nas pesquisas de Florianópolis. A Capital dos catarinenses é mais intelectualizada e, consciente, vota a favor das forças de esquerda.


APOSTA

Lula da Silva virá a SC e vai colar seu nome ao de Diabo Loiro. O ex-presidente da Alesc não é afoito ou cego eleitoral. Quando assumiu o pleito, sabe o que quer e como buscar seu projeto. Se grudar bem, conquista.


ORGANIZAÇÃO

Eron Giordani, Carlinhos Chiodini e Fabio Schiochet fizeram da grande convenção na Alesc a mostra de que os presidentes do PSD, MDB e União Brasil deram as mãos e vão abraçados.



PROJETO

O presidente do União Brasil poderia ter feito leilão de interesse, construir com Little Jorge e retornar a Brasília em 2027 dirigindo duas Ferraris, comendo camarão e tomando água de coco no Caribe. Foi com o PSD.


ACENO

Um encontro na Casa d’Agronômica, modificaria a rota do União Brasil em direção ao PSD. Mas o deputado federal e presidente da sigla preferiu manter o acordo. Fábio Schiochet, embora o todo, foi forte.



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