Quais assuntos de geografia o candidato não pode deixar de estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? Para ajudar os estudantes, educadores apontam os temas que mais costumam cair na prova, explicam como a disciplina é estruturada no exame, indicam possíveis assuntos que podem ser tema em 2025 e sugerem estratégias de estudo.
A geografia é a ciência que estuda a organização do espaço natural e humano, integrando aspectos físicos (clima, relevo, hidrografia) e humanos (população, economia, cultura). Na contemporaneidade, a disciplina valoriza a abordagem interdisciplinar, relacionando-se estreitamente com a sustentabilidade, urbanização e globalização. Segundo Nora Sampaio, docente da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), entender esses temas é essencial para direcionar o cronograma de estudos.
"A geografia, hoje, é muito mais do que a descrição de formações físicas ou mapas temáticos. Na sala de aula, trabalhamos a disciplina como uma lente que conecta os fenômenos naturais, como relevo, clima, hidrografia, às dinâmicas humanas de migrações, urbanização, economias globais. Por exemplo, ao estudar enchentes, discutimos não só as causas meteorológicas, mas também as falhas em planejamento urbano e políticas de uso do solo. Essa abordagem integrada faz com que o aluno não decore meros dados, mas entenda os processos e suas inter-relações, exatamente o que o Enem exige", explica a docente da Aubrick.
COMO A DISCIPLINA CAI NA PROVA
No Enem, o componente curricular de Geografia integra a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, respondendo por aproximadamente 14 a 16 questões da prova. As perguntas são de múltipla escolha e geralmente aparecem em situações-problema contextualizadas, exigindo do estudante a interpretação de mapas e gráficos, a leitura crítica de textos e imagens socioambientais e a análise de políticas públicas relacionadas à sustentabilidade.
Segundo Bruno Delvequio, docente da Escola Internacional de Alphaville (Barueri/SP), "o Enem sempre destaca grandes questões ambientais que afetam o Brasil e o mundo, além de temas essenciais para compreender a dinâmica socioambiental contemporânea, como crises hídricas, o avanço do desmatamento na Amazônia e as mudanças nos padrões de uso do solo. Por isso, recomenda-se que o estudante vá além da memorização de conceitos e busque contato com relatórios técnicos de órgãos como o INPE, estudos de caso recentes e artigos de divulgação científica".
Delvequio aponta 10 temas de Geografia frequentemente cobrados no Enem:
QUAIS ASSUNTOS ATUAIS PODEM CAIR NA PROVA DE 2025?
Manter-se atualizado com o noticiário é fundamental para obter um bom desempenho em geografia no Enem, pois muitas questões partem de acontecimentos reais e recentes, com o objetivo de avaliar a capacidade do candidato de interpretar mapas, gráficos e textos à luz de situações concretas.
"Ao acompanhar o que os veículos de comunicação publicam, o estudante enriquece seu repertório com dados atuais, desenvolve senso crítico sobre causas e consequências de fenômenos socioambientais e treina a conexão entre teoria e prática, condição essencial para responder às perguntas contextualizadas e complexas que caracterizam o exame", recomenda Elizabete Carvalho, docente do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas (SP).
Elizabete recomenda atenção a eventos recentes que podem aparecer como contexto de questões:
DICAS DE ESTUDOS
"A prova premia quem consegue conectar teoria e prática, e a Geografia vai além de decorar conceitos. É preciso analisar como fenômenos atuais, como mudanças climáticas e fluxos migratórios, se interrelacionam", observa Wagner Morais, docente do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). "Na prova do Enem, o estudante encontra situações-problema que misturam mapas, gráficos, textos jornalísticos e até charges. Por isso, quem treina analisando conjuntos de informações e construindo argumentos, ganha confiança para enfrentar qualquer contexto apresentado."
O professor do BIS elenca, a seguir, estratégias que ajudam na preparação:O ENEM
A prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Este ano, as provas serão aplicadas nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos realizarão as questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia).
No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos.
A ISP
A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo.
Rua São João, 72-D, Centro
AV. Plínio Arlindo de Nês, 1105, Sala, 202, Centro