A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Alesc aprovou dois projetos de lei importantes, em sua reunião matinal desta quarta-feira (10).
APADRINHAMENTO AFETIVO
O PL 273/2024, de autoria do deputado Mário Motta, foi aprovado visando regulamentar o apadrinhamento afetivo no estado. O projeto estabelece diretrizes para que crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente possam criar laços com adultos voluntários, oferecendo suporte emocional e convivência familiar e comunitária (como visitas e atividades externas), conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Podem se inscrever pessoas maiores de 18 anos, sem antecedentes criminais e não cadastradas para adoção. O relator, Neodi Saretta, considerou a proposta um "avanço importante na consolidação da rede de proteção". O projeto segue agora para votação em Plenário.
JUSTIÇA RESTAURATIVA NAS ESCOLAS
Também foi aprovado o PL 180/2023, de Luciane Carminatti, que prevê a implantação de técnicas de Justiça Restaurativa (como o diálogo pacífico e educativo) para a resolução de conflitos nas escolas públicas estaduais.
O relator, Rodrigo Minotto, destacou que a medida está alinhada a práticas internacionais e estimula a empatia e a responsabilidade dos alunos. O texto seguiu com emendas que afastaram a inconstitucionalidade de dispositivos que poderiam gerar aumento de despesas (como a criação de núcleos nas escolas, apontada pela PGE). O projeto será analisado em seguida pela Comissão de Educação e Cultura.
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