O setor aéreo de Santa Catarina consolidou uma marca histórica em 2025 ao ingressar no restrito grupo de estados brasileiros que movimentam mais de um milhão de passageiros internacionais por ano.
Ao atingir este patamar em outubro, o estado passou a figurar ao lado de potências como São Paulo e Rio de Janeiro, evidenciando o novo momento da logística catarinense.
As projeções para o encerramento do ano indicam que o Floripa Airport deve alcançar 1,2 milhão de viajantes estrangeiros, um salto impressionante de 580% em relação aos números registrados em 2022, logo após o período de recuperação da pandemia.
Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins, esse desempenho é reflexo de uma gestão privada eficiente somada a políticas públicas robustas, que elevaram Santa Catarina ao posto de terceiro maior destino internacional do país.
Esse crescimento foi impulsionado por uma temporada de verão recorde, que teve seu ápice em janeiro com a movimentação de 211,6 mil passageiros internacionais.
Datas específicas marcaram o calendário, como o dia 19 de janeiro, que registrou o maior fluxo da história do aeroporto de Florianópolis, e o dia 25 do mesmo mês, com um recorde de 32 decolagens internacionais em um único dia.
Paralelamente ao sucesso internacional, o governo estadual, sob a liderança de Jorginho Mello, focou na aviação regional através do Programa VOA SC. Com a aprovação da Assembleia Legislativa, a expectativa é que o programa conecte plenamente o interior do estado à capital e ao mundo a partir de 2026.
Para viabilizar essa integração, a SPAF investiu mais de R$ 54 milhões em 15 aeroportos regionais, incluindo unidades em cidades como Blumenau, Lages, Caçador e Chapecó.
Além dos investimentos diretos, o estado avançou em parcerias estratégicas, como a vinda da GOL para Correia Pinto e a expansão da LATAM em Jaguaruna — esta última marcando a primeira Parceria Público-Privada (PPP) da história de Santa Catarina, com previsão de R$ 70 milhões em investimentos privados nos próximos 30 anos.
A inovação das PPPs também chegou ao setor portuário, onde um contrato de R$ 324 milhões entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá viabilizou a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga.
A obra é inédita no Brasil por unir esforços de um porto público e um privado, além de utilizar os sedimentos retirados do mar para o engordamento da orla de Itapoá.
No modal ferroviário, 2025 foi o ano da defesa da infraestrutura regional. Santa Catarina, junto aos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, assinou um manifesto pela retomada da Malha Sul e criou uma comissão integrada para gerir os projetos ferroviários que cruzam os territórios.
No âmbito estadual, a criação da primeira Lei de Ferrovias de Santa Catarina deu o suporte jurídico necessário para que o governo possa conceder trechos à iniciativa privada.
O ano encerrou ainda com a estruturação do transporte aquaviário sob o guarda-chuva da SPAF, que já regulamentou a travessia entre Itajaí e Navegantes.
Ao fazer um balanço do ano, Beto Martins destaca que o cumprimento do plano de governo e o diálogo com a sociedade permitiram que o estado fechasse 2025 com entregas sólidas, preparando o terreno para um 2026 ainda mais promissor.
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