A pecuária de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com resultados históricos, consolidando o estado como um dos principais polos globais de proteína animal por meio de marcas recordes na produção de bovinos, frangos e suínos.
Esse desempenho excepcional foi sustentado pela forte demanda internacional, eficiência produtiva no campo e ganho de competitividade, resultando em um avanço sólido nas exportações e no fortalecimento do mercado interno.
Para 2026, as perspectivas seguem favoráveis, com a expectativa de retomada das vendas de aves para a China e União Europeia, além de uma suinocultura que mantém margens saudáveis graças à diversificação de destinos, como o México, e custos de produção sob controle.
No setor da bovinocultura de corte, 2025 foi marcado por uma valorização real nos preços do boi gordo e um volume recorde de abates, totalizando mais de 760 mil cabeças.
O aumento na exportação nacional, que gerou receitas superiores a US$ 17 bilhões, ajudou a sustentar o mercado, embora o aumento nos custos de reposição, como bezerros e novilhos, tenha pressionado a margem dos produtores.
Para o próximo ciclo, a tendência é de oferta ainda mais restrita de animais, o que deve manter os preços elevados, enquanto o setor aguarda os desdobramentos de acordos internacionais, como o pacto entre Mercosul e União Europeia, que promete abrir novas janelas de oportunidade no médio prazo.
A avicultura catarinense também atingiu patamares inéditos, registrando sua melhor produção em mais de uma década com 910 milhões de frangos produzidos.
Apesar de desafios sanitários e embargos pontuais que pressionaram os preços no atacado, o faturamento das exportações foi recorde, superando a marca de US$ 2,4 bilhões.
Paralelamente, a suinocultura reafirmou o protagonismo catarinense, com o estado liderando mais de 50% das exportações brasileiras do setor.
Com custos de ração estabilizados e uma produção recorde de 18,3 milhões de suínos, o segmento entra em 2026 com otimismo, focado na manutenção do rigor sanitário e na expansão do consumo doméstico diante da tendência de alta da carne bovina.
Em um contexto mais amplo, o agronegócio catarinense demonstra resiliência e capacidade de adaptação às oscilações do mercado global.
Enquanto a pecuária celebra recordes, outras culturas como milho e soja enfrentam um cenário de preços pressionados pela elevada oferta mundial e ajustes de área plantada.
No entanto, o ecossistema de inovação e o monitoramento constante por meio de órgãos como a Epagri/Cepa garantem que Santa Catarina permaneça na vanguarda, unindo tradição produtiva com uma infraestrutura tecnológica capaz de responder aos desafios contemporâneos da segurança alimentar e da ética na produção.
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