O governador Jorginho Mello recebeu nesta segunda-feira (19), na Casa d’Agronômica, o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, para uma reunião que simboliza o estreitamento dos laços diplomáticos e econômicos entre Santa Catarina e o país europeu.
O ponto central da agenda foi a consolidação do novo escritório consular em Florianópolis, localizado na SC-401, que já iniciou operações para facilitar serviços essenciais como emissão de passaportes e processos de cidadania.
A unidade atende a uma demanda histórica de um estado que abriga mais de 60 mil cidadãos italianos registrados e uma vasta população de descendentes em todas as regiões.
Durante o encontro, o governador apresentou a pujança da economia catarinense, ressaltando os baixos índices de desemprego e os investimentos em logística, como a futura Via Mar, que reforçam a competitividade do estado.
Jorginho Mello enfatizou que a presença física do consulado não apenas homenageia a cultura dos imigrantes que ajudaram a desbravar o território catarinense, mas também pavimenta o caminho para parcerias tecnológicas e comerciais mais profundas.
O embaixador Cortese corroborou a visão, classificando Santa Catarina como um estado líder na representação italiana no Brasil e um parceiro prioritário para projetos de desenvolvimento mútuo.
A estratégia internacional foi reforçada pelo secretário Paulo Bornhausen, que destacou a preparação de SC para atuar de forma permanente no contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Bornhausen apontou que a combinação de infraestrutura portuária eficiente e um setor produtivo consolidado torna o estado a porta de entrada ideal para o capital europeu.
Um dos desdobramentos mais aguardados da conversa foi o compromisso de iniciar estudos para viabilizar um voo direto entre Florianópolis e a Itália, o que deve impulsionar o turismo e os negócios, a exemplo da rota já existente para Portugal.
No campo comercial, os números de 2025 revelam a solidez desse intercâmbio: Santa Catarina exportou cerca de US$ 169,7 milhões em produtos como motores elétricos e madeira para o mercado italiano, enquanto importou mais de US$ 683,6 milhões em veículos e insumos farmacêuticos.
Essa balança comercial ativa demonstra que a relação vai muito além da herança cultural, configurando-se como uma aliança econômica estratégica que promete crescer com a nova estrutura consular e as futuras rotas de conectividade aérea.
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