O último levantamento do Programa Monitora Milho SC aponta um cenário de alerta para os agricultores catarinenses, com uma forte incidência da cigarrinha-do-milho, registrando média estadual de 120 insetos por armadilha.
Segundo a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, esse crescimento é sazonal e impulsionado pelo avanço das lavouras e pelas altas temperaturas, que aceleram a reprodução da praga.
Os índices mais críticos foram observados em municípios como Porto União, Xanxerê, Campo Erê, Irati, São Lourenço do Oeste, Tunápolis e Braço do Norte.
Diante desse quadro, a recomendação técnica é intensificar o manejo químico, especialmente no período crítico de infecção das plantas, para reduzir a população do inseto e proteger a produtividade.
Um dos pilares de monitoramento do programa é a utilização de exames de PCR, que identificam com precisão a presença de patógenos nos insetos coletados, oferecendo ao setor produtivo dados reais sobre o risco de transmissão de doenças.
Nas últimas semanas, as análises revelaram um aumento progressivo da bactéria do fitoplasma do enfezamento-vermelho, além da presença recorrente dos vírus do rayado-fino e do mosaico estriado. A
lém do controle químico nas fases iniciais, os especialistas orientam que os produtores em fase de colheita regulem rigorosamente o maquinário para evitar perdas de grãos, impedindo assim o surgimento do milho voluntário, que serve de abrigo e alimento para a praga entre as safras.

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