Em uma demonstração de força contra o crime ambiental, o Gaeco, braço do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou, na manhã desta terça-feira (03), a Operação Aruana.
A ofensiva, que conta com o apoio da Polícia Militar Ambiental e da 21ª Promotoria de Justiça de Joinville, mira uma sofisticada organização criminosa especializada no tráfico de fauna silvestre e na falsificação de documentos.
Ao todo, 39 suspeitos são alvos de 20 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
A operação se estende por 15 cidades catarinenses, além de municípios estratégicos no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia, demonstrando a capilaridade da rede investigada.
O foco das autoridades é desestruturar o esquema desde a base, apreendendo materiais que comprovem a comercialização ilegal de espécimes e a fraude em registros.
Para garantir o bem-estar dos animais resgatados, a estrutura da operação conta com o suporte técnico de médicos-veterinários do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que orientam o manejo adequado durante as buscas.
Todo o material coletado, de documentos a dispositivos eletrônicos, passará pelo crivo da Polícia Científica para perícia, permitindo que o MPSC mapeie novos integrantes e aprofunde as linhas de investigação.
Batizada com o termo tupi-guarani que significa "sentinela da natureza", a operação evoca a proteção constante sobre o meio ambiente, simbolizada pela garça - ave típica de áreas ameaçadas pelo comércio clandestino.
Embora as investigações ocorram sob sigilo para preservar a coleta de provas, o Gaeco reforça que o objetivo central é garantir a preservação da biodiversidade e punir rigorosamente quem coloca em risco a vida silvestre.
Com o material apreendido hoje, a expectativa é de que novas fases da investigação revelem a extensão total dos danos ambientais e financeiros causados pelo grupo.
Rua São João, 72-D, Centro
AV. Plínio Arlindo de Nês, 1105, Sala, 202, Centro