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Agronegócio catarinense inicia 2026 com soja estável e recordes nas exportações de proteínas

Freepik Hortifrutis como banana e cebola ganham força no mercado externo, compensando os desafios enfrentados pelo alho Hortifrutis como banana e cebola ganham força no mercado externo, compensando os desafios enfrentados pelo alho

O agronegócio catarinense iniciou 2026 exibindo resiliência, com a soja mantendo fundamentos sólidos apesar da pressão natural da colheita.

Em fevereiro, o preço médio da saca em Santa Catarina ficou em R$ 117,09, uma retração sazonal de 3,7%, mas o cenário global em Chicago aponta para uma sustentação acima de US$ 12 por bushel, impulsionada pela valorização do petróleo e dos biocombustíveis devido às tensões no Oriente Médio.

O estado segue autossuficiente na oleaginosa, com expectativa de colher 3 milhões de toneladas, o que garante estabilidade ao mercado interno mesmo diante das oscilações internacionais e de ajustes pontuais na área plantada.

O Boletim Agropecuário de março, produzido pela Epagri/Cepa, revela um panorama misto para as demais culturas, com o feijão em forte tendência de alta - o tipo carioca saltou 40% no mês - e o milho apresentando recuo nos preços locais, embora o mercado futuro indique valorização pelo risco na segunda safra.

No setor de proteínas, Santa Catarina consolida sua liderança exportadora: o estado responde por metade da receita nacional de carne suína e registrou recorde histórico de faturamento no primeiro bimestre com a carne de frango, somando US$ 441,6 milhões.

O boi gordo também seguiu a trilha de valorização, subindo 10,8% em um ano, amparado pela robustez dos embarques internacionais e pela redução na oferta de animais para abate.

Já nas culturas de hortifrúti e leite, o cenário é de recuperação e ajustes estratégicos. O leite iniciou o ano com melhora nos preços ao produtor e redução de 30% nas importações, aliviando a pressão sobre a cadeia produtiva.

Na fruticultura, a banana catarinense reafirma sua força ao dominar 47% das exportações brasileiras, compensando a queda sazonal de preços internos com um aumento de 16,3% no volume enviado ao exterior.

Por outro lado, produtores de alho enfrentam desafios com a concorrência argentina, optando por reter a safra à espera de melhores cotações, enquanto a cebola começou a reagir em março após o fim da oferta de estados vizinhos, concentrando a demanda nacional em território catarinense.


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