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Estelionatários de imóveis de luxo são alvo de operação policial em sete estados

Polícia Civil de Santa Catarina A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Real State para desarticular um esquema de fraudes imobiliárias em Jurerê Internacional que causou prejuízo de R$ 12 milhões A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Real State para desarticular um esquema de fraudes imobiliárias em Jurerê Internacional que causou prejuízo de R$ 12 milhões

Uma robusta estrutura criminosa interestadual, especializada em comercializar ilegalmente propriedades de luxo, foi o alvo da Operação Real State, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), nesta quarta-feira (15).

A ofensiva, liderada pela Delegacia de Combate a Estelionatos do DIC, mira um prejuízo que chega à casa dos R$ 12 milhões, centralizado na venda fraudulenta de cinco terrenos situados no sofisticado bairro de Jurerê Internacional, em Florianópolis.

Segundo o inquérito, os estelionatários operavam um esquema sofisticado que mesclava crimes cibernéticos e falsificação documental.

O grupo invadia contas do portal Gov.br para manipular assinaturas eletrônicas e realizar alterações societárias indevidas, além de utilizar procurações falsas para lavrar escrituras públicas sem qualquer consentimento dos verdadeiros donos.

Para assegurar o lucro do golpe e dificultar a fiscalização, o montante obtido com as vendas era pulverizado em diversas contas bancárias, tendo como destino final articuladores localizados no estado do Ceará.

Dada a complexidade da rede, a operação exigiu uma coordenação nacional, mobilizando forças policiais em sete cidades espalhadas por estados como Roraima, Maranhão, Ceará, Amazonas e Goiás, além do suporte técnico do CIBERLAB do Ministério da Justiça.

No total, o Judiciário expediu 10 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão.

Agora, os investigados enfrentam acusações de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa, crimes que, juntos, podem resultar em até 21 anos de prisão.

A Polícia Civil segue com o rastreamento financeiro para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar o patrimônio das vítimas.


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