Na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o deputado Mário Motta (PSD) fez uma cobrança incisiva à ANTT e à concessionária Arteris Litoral Sul nesta terça-feira (05), devido à paralisia nas obras de estabilização do Morro dos Cavalos, na BR-101.
O parlamentar alertou que a lentidão burocrática é incompatível com a urgência climática, especialmente diante da previsão de um "super El Niño" para 2026, fenômeno que eleva drasticamente o risco de novos deslizamentos.
Motta relembrou que as intervenções deveriam ter sido concluídas em 2019, mas falhas de fiscalização da ANTT em 2018 - que reclassificaram pontos críticos como de baixo risco - impediram obras em locais que viriam a ceder nos anos seguintes, causando bloqueios severos na rodovia.
A cronologia apresentada pelo deputado expõe um cenário de atrasos sucessivos: dois anos após os grandes deslizamentos de 2024, nem sequer o projeto funcional foi aprovado, com órgãos e concessionária trocando documentos em prazos que chegam a nove meses.
Enquanto a Arteris aguarda definições para elaborar o projeto executivo, especialistas alertam que o solo encharcado por futuras chuvas intensas não esperará pelo fim dos trâmites administrativos.
Diante desse impasse, Motta protocolou uma Moção de Apelo na Alesc exigindo que a ANTT priorize o trecho, substitua medidas paliativas por soluções estruturais definitivas e fixe prazos rigorosos para garantir a segurança dos usuários antes que o próximo ciclo de tempestades atinja a região.
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